NAS ONDAS DA LITORÂNEA 17 – 07

Redação Litorânea

HABITAÇÃO: ENTRE A FOTO E O SILÊNCIO

Na hora de assinar o convênio, teve vídeo, pose para a câmera e discurso de que a “dignidade” estava chegando. Parecia até inauguração de obra pronta.

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Aí o Tribunal de Justiça suspendeu o programa, apareceram investigações, denúncias e um monte de perguntas sem resposta. Curiosamente, quem falava alto ficou em silêncio.

No fim das contas, a propaganda foi regularizada rapidinho. Já as explicações para a população continuam esperando aprovação.

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FARROPILHA : LÁ VEM ELE… DE NOVO!

Não pode aparecer um microfone que ele já assume a tribuna. Desta vez, foi com roupa gaúcha, pose de tradicionalista e discurso cheio de entusiasmo.

O problema é que, no meio da empolgação, parece que confundiu o GPS. Errou o estado, errou a missa, errou a cidade… e acabou virando piada mais uma vez.

Quando percebeu que tinha ido parar nos pampas distribuindo discurso furado, já era tarde. A plateia só olhava com aquela cara de: “Mas bah, tchê… será que alguém avisou onde ele estava?”

No fim, ficou a impressão de que o único roteiro seguido à risca foi o da velha máxima: onde tem microfone, lá vem ele. O resto é detalhe.

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90 DIAS NO PAPEL. NOVE MESES NA PRÁTICA.

A portaria foi bem otimista: deu 90 dias para a comissão preparar a licitação do lixo. O calendário da Prefeitura, porém, parece seguir outro fuso horário, porque a concorrência só apareceu cerca de nove meses depois.

O mais curioso é que a abertura da licitação ficou marcada exatamente para o dia em que termina o contrato emergencial. Quase uma prova olímpica contra o relógio.

Agora ficam algumas dúvidas: os relatórios quinzenais previstos na portaria foram feitos? A comissão concluiu o trabalho dentro do prazo? Ou os 90 dias também entraram na coleta e foram parar no caminhão do lixo?

Quando o assunto envolve R$ 23,2 milhões e um serviço essencial para a cidade, transparência não deveria ser tratada como material reciclável.

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LÁ VEM A CAMPANHA… MAS CADÊ O CABO ELEITORAL?

Tem pré candidato que já percebeu que pedir voto não é tão fácil quando o principal aliado evita colocar o pé na rua. Afinal, basta aparecer na calçada que as cobranças da população chegam antes dos cumprimentos.

E como se a situação já não estivesse complicada, surge um “reporti” amigo da gestão para ajudar… ou atrapalhar.

Na hora da entrevista, solta a pergunta que entrou para a história:

“Quais os pranos para Guaratuba?”

Pranos? Não seriam planos?

Dizem que o pré candidato deu aquele sorriso amarelo, sem saber se respondia à pergunta ou chamava um professor de português. No fim, a cena acabou rendendo mais comentários do que a própria entrevista.

Pelo jeito, nessa campanha, o improviso anda disputando voto com a gramática. E, convenhamos, quem saiu na frente foi a piada.

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CONTRATO SAIU RÁPIDO. DOCUMENTOS, NEM TANTO…

Na hora de assinar um contrato de R$ 262,5 mil, tudo parece acontecer sem demora. Mas bastou o Ministério Público pedir os documentos para conferir como o dinheiro foi aplicado e… o prazo venceu, os papéis não apareceram e a Promotoria precisou cobrar novamente.

O MP quer acesso aos registros do SUAS, do Cadastro Único e às portarias de transferência de servidores para esclarecer suspeitas de possível desvio de finalidade, terceirização irregular, fraude à licitação, sobrepreço e eventual inexecução contratual.

Enquanto isso, a transparência continua aguardando uma vaga na agenda da Prefeitura. Afinal, se os documentos existem, não deveriam ser tão difíceis de encontrar. E quando o Ministério Público precisa lembrar duas vezes que está esperando uma resposta, quem acaba ficando sem explicação é a população.

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