NAS ONDAS DA LITORÂNEA 03 – 07

Redação Litorânea

QUEM SERÁ A PRÓXIMA “VÍTIMA” DA TRAIÇÃO OU DA EXONERAÇÃO?

Tem cidade onde exonerar virou rotina. A fila anda tão rápido que já tem gente olhando para trás para conferir se chegou a sua vez.

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O mais curioso é que até antigos “companheiros” estão deixando o barco decepcionados com o “chefe”. Pelo visto, a palavra consideração ficou perdida em alguma gaveta.

E a velha frase continua atual: quem trai uma vez… pode acabar traindo de novo.

No fim, a única dúvida que resta é: quem será o próximo da fila?

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NA CÂMARA DE GUARATUBA, O RELÓGIO TAMBÉM VOTA?

A Câmara de Vereadores aprovou, em ritmo de urgência, o vale-alimentação para os servidores efetivos. Até aí, tudo certo.

O curioso é que a própria documentação deixa uma dúvida no ar: a lei diz que a jornada é de 40 horas semanais, mas o Portal da Transparência informa 30 horas para todos os servidores ativos.

Se a lei vale 40 e o sistema mostra 30, alguém esqueceu de acertar o relógio… ou a informação.

Enquanto o benefício avança rapidamente, a explicação para essa diferença continua em compasso de espera.

Afinal, transparência não deveria deixar espaço para adivinhação.

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CANETA NÃO É VARINHA MÁGICA: DECISÕES ADMINISTRATIVAS PRECISAM RESPEITAR A LEI

Parece que alguns ainda confundem a caneta do prefeito com uma varinha mágica: aponta para um servidor e… “você está transferido”. Só esqueceram de avisar um detalhe incômodo chamado Constituição.

No serviço público, cargo de confiança pode até mudar de mãos. O que não pode é a justificativa ser tão frágil que desmorone na primeira visita ao Judiciário.

A Justiça já deixou o recado: “porque eu quis” não é fundamento jurídico. Se a decisão atende ao interesse público, basta provar. Se não consegue explicar, talvez o problema não esteja no servidor, mas na justificativa.

No fim, a caneta continua escrevendo. Só não pode reescrever a lei.

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AUTISMO : DENÚNCIAS APONTAM POSSÍVEIS FALHAS EM ATENDIMENTOS A CRIANÇAS COM TEA EM GUARATUBA

Parece que, em Guaratuba, algumas crianças ganharam um novo tratamento: menos sessões, estagiários no lugar de profissionais e reposição que só existe na teoria.

Se a promessa era atendimento especializado, algumas famílias dizem que receberam uma versão “econômica” do serviço. Doze sessões viraram dez, sete, quatro… Nesse ritmo, daqui a pouco o tratamento será por amostragem.

Enquanto isso, as mães seguem esperando respostas. Afinal, quando o assunto é o desenvolvimento de uma criança com TEA, improviso não deveria fazer parte da terapia.

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QUEM GOVERNA, AFINAL?

Quando falta comando, sobra palpite. Tem político que não dá um passo sem consultar os “amiguinhos”.

O problema é que conselheiro não recebe voto e, quando a conta chega, sobra para quem foi eleito.

Vale lembrar: o povo elege prefeito e vereadores, não secretários municipais. Secretário é nomeado para auxiliar, não para governar.

Decisões mal tomadas e influência demais costumam ter o mesmo destino: transformar um mandato em mandato único.

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