Dois suspeitos, de 45 e 50 anos, foram presos preventivamente na quarta-feira (8) sob a acusação de drogar, estuprar e espancar uma mulher após contratá-la para serviços de limpeza em uma chácara de Ipiranga, nos Campos Gerais do Paraná. A vítima, de 34 anos, possui um histórico de vulnerabilidade psíquica e econômica e é acompanhada pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) local.
Segundo a delegada Ingrid Priotto, responsável pelas investigações, os agressores conheciam a mulher, sabiam das suas dificuldades e agiram de forma ardilosa ao oferecer dinheiro para um suposto trabalho doméstico.
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O crime ocorreu no dia 27 de junho. Durante o trajeto de carro até a propriedade rural, os investigados forneceram uma substância psicotrópica à vítima disfarçada de doce. A dopagem reduziu severamente a consciência e a capacidade de resistência da mulher. Ao chegarem à residência, ela foi agredida, despida e submetida a abusos sexuais simultâneos praticados por ambos os homens.
Ao começar a recobrar os sentidos e perceber o ataque, a vítima tentou se defender. Ela tateou o chão, pegou um copo de vidro e desferiu um golpe contra o braço de um dos agressores, conseguindo interromper o abuso. Em represália, os suspeitos a agrediram violentamente com socos, chutes e manobras de esganamento. A mulher conseguiu escapar correndo pela estrada rural e buscou abrigo na propriedade de um vizinho, que a socorreu e a encaminhou imediatamente ao hospital local.
O ferimento no braço do agressor acabou sendo fundamental para a polícia confirmar sua identidade, pois ele procurou atendimento médico e o fato ficou registrado em prontuário hospitalar. Além dessa evidência, a investigação reuniu laudos periciais de violência sexual e de lesões corporais, além de análises de câmeras de monitoramento da região.
Os dois homens foram autuados pelos crimes de estupro de vulnerável e lesão corporal. A Polícia Civil constatou ainda que ambos possuem um histórico criminal alarmante relacionado a crimes de violência de gênero e comportamento reincidente agressivo. Diante da extrema gravidade do caso e do risco à integridade da vítima, a autoridade policial representou pela prisão preventiva dos envolvidos.

