Tribunal de Contas mostra piora drástica na gestão da Prefeitura de Guaratuba

Saúde, Educação, Assistência Social e Previdência são as áreas que mais regrediram na Prefeitura, e comprovam que prefeito Maurício Lense perde em desempenho para governo Roberto Justus

Redação Litorânea
Foto: Prefeitura Municipal de Guaratuba

Dados oficiais do Tribunal de Contas mostram que áreas essenciais da Prefeitura de Guaratuba enfrentam queda generalizada na gestão do prefeito Maurício Lense. Na comparação entre 2024, último ano da administração do ex-prefeito Roberto Justus, e 2025, primeiro ano do governo Maurício Lense, os indicadores de saúde, educação, assistência social e previdência registraram retração alarmante, evidenciando piora na gestão e perdas para a população.

Os números fazem parte do Programa de Avaliação de Contas Municipais de Governo (ProGov), sistema desenvolvido pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) para medir a eficiência das políticas públicas nos municípios. Diferentemente das análises tradicionais, que se limitam à legalidade dos gastos, o programa avalia se os recursos públicos estão sendo convertidos em resultados concretos para a população.

O sistema cruza informações financeiras com indicadores de desempenho obtidos por meio de questionários padronizados enviados pelos municípios. A partir desse cruzamento de dados, o Tribunal estabelece notas para áreas estratégicas da administração pública, como educação, saúde, assistência social, previdência, transparência e gestão financeira.

Na Educação, área atualmente conduzida pela vice-prefeita Evani Justus, os indicadores registraram queda. A nota que era 7,33 em 2024 caiu para 6,49 em 2025, indicando redução no desempenho das políticas educacionais do município.

A Saúde, um dos setores mais sensíveis da gestão pública, também apresentou recuo significativo. O índice que havia atingido 8,18 em 2024 caiu para 6,52 em 2025, demonstrando forte perda de desempenho na avaliação do Tribunal de Contas.

Na área de Administração Financeira, responsável por medir a eficiência da gestão dos recursos públicos, a queda foi ainda mais acentuada. A nota passou de 5,76 em 2024 para 4,04 em 2025.

Outros setores acompanhados pelo sistema também apresentaram retração nos indicadores. Na Assistência Social, a nota caiu de 5,57 para 4,70. Já na Previdência, o índice passou de 6,78 para 5,85.

Em 2025, o sistema passou a incluir novos campos de avaliação. Entre eles está o indicador de Meio Ambiente, que recebeu nota 3,49, uma das mais baixas entre os setores avaliados, e o indicador referente ao Legislativo, que registrou nota 5,12.

Na área de transparência pública, os resultados variaram conforme o indicador analisado. O índice interno de transparência do próprio ProGov caiu de 7,95 em 2024 para 4,65 em 2025, indicando redução na avaliação desse critério.

Outro ponto monitorado pelo Tribunal de Contas é o comprometimento da Receita Corrente Líquida com despesas de pessoal, conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal. Em Guaratuba, o percentual caiu de 50,47% em 2024 para 49,75% em 2025. Apesar da pequena redução, o município continua sob alerta de 90% do limite estabelecido pela legislação, que fixa teto de 54% da receita para esse tipo de despesa.

Os dados do ProGov funcionam como um painel de diagnóstico da gestão municipal e permitem acompanhar a evolução das políticas públicas ao longo do tempo. Neste comparativo específico, os números mostram que o último ano da administração de Roberto Justus apresentou desempenho superior em diversas áreas avaliadas, enquanto os indicadores registrados no primeiro ano da gestão de Maurício Lense apontam queda em vários setores estratégicos da administração pública de Guaratuba.

Veja onde Maurício Lense fracassou

Os dados do Tribunal de Contas indicam queda generalizada nos indicadores da Prefeitura, com reduções que chegam a mais de 40% em alguns critérios de avaliação, quando comparado o último ano da gestão Roberto Justus com o primeiro ano da gestão Maurício Lense.

Área20242025Queda
Saúde8,186,52−20,3%
Educação7,336,49−11,5%
Assistência Social5,574,70−15,6%
Previdência6,785,85−13,7%
Administração Financeira5,764,04−29,9%
Transparência (ProGov)7,954,65−41,5%
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