As atividades pesqueiras na Baía de Guaratuba permanecem concentradas nas áreas internas historicamente utilizadas pelas comunidades tradicionais, mesmo com o avanço das obras da Ponte de Guaratuba. É o que aponta o Subprograma de Monitoramento Socioeconômico e Compensação da Atividade Produtiva, desenvolvido dentro do Plano Básico Ambiental do empreendimento.
Entre outubro de 2024 e outubro de 2025, o acompanhamento ocorreu em 14 portos de desembarque, com 162 datas de amostragem e centenas de registros, além de planilhas preenchidas pelos próprios pescadores. Os dados foram comparados a séries históricas do Projeto de Monitoramento da Atividade Pesqueira (PMAP), disponíveis desde 2016.
Espécies de maior relevância econômica, como a tainha (Mugil liza), e o camarão-branco (Litopenaeus schmitti), apresentaram variações dentro da sazonalidade já conhecida, sem quedas abruptas ou tendências negativas relacionadas à obra.
O programa também acompanha a qualidade da água e dos sedimentos. Cerca de 95% dos parâmetros analisados permanecem dentro dos limites legais, e 100% das amostras de sedimentos apresentaram concentrações de metais abaixo dos valores orientadores, indicando estabilidade ambiental na baía.
