As mulheres estão assumindo cada vez mais destaque nas forças de segurança do Paraná, ocupando posições antes majoritariamente masculinas e contribuindo para uma história marcada por pioneirismo, superação e compromisso com a população. Atualmente, são cerca de 4,5 mil profissionais nas polícias Militar, Civil, Penal, Científica e no Corpo de Bombeiros, o maior contingente feminino da história do estado.
No Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, a sargento Josiane Aparecida Luchetta é um exemplo desse protagonismo. Com 12 anos de serviço, ela conduz a Auto Plataforma Mecânica (APM), viatura utilizada em combate a incêndios e salvamentos em altura, função tradicionalmente ocupada por homens. “Ser condutora nunca fez parte dos meus planos, mas hoje amo de paixão o que faço. É indescritível a sensação de missão cumprida”, afirma.
Na Polícia Militar, a major Carolina Pauleto Ferraz Zancan coordena a Patrulha Maria da Penha, voltada à proteção de mulheres vítimas de violência doméstica. “Atuar em uma instituição historicamente masculina exige preparo físico e emocional, mas o compromisso com a vida e a proteção da população é o que nos mantém motivadas”, destaca.
Já na Polícia Civil, a agente Carla de Cássia Soares Gonçalves, com 12 anos de carreira, integrou unidades operacionais como a Divisão de Homicídios e o Núcleo de Operações com Cães (NOC). “Em equipes predominantemente masculinas, a mulher precisa provar seu valor, mas preparo, disciplina e postura falam mais alto do que qualquer rótulo”, ressalta.
Na área da perícia criminal, a perita oficial Nadir de Oliveira Vargas acumula 31 anos de experiência em Documentoscopia e Grafotecnia. Ela destaca a sensibilidade e o olhar detalhista das mulheres como diferencial no trabalho de investigação forense. “A perícia é a ciência dos detalhes, e a contribuição feminina é fundamental para a segurança pública”, afirma.
No sistema prisional, a diretora-geral Ananda Chalegre soma duas décadas de atuação e é a primeira mulher a chefiar a Polícia Penal do Paraná. Sua trajetória passou por diferentes regimes e setores do sistema prisional, reforçando o papel estratégico das mulheres na gestão e ressocialização. “Gestão não é questão de gênero, é competência e profissionalismo”, afirma.
Essas trajetórias demonstram que o protagonismo feminino nas forças de segurança do Paraná vai muito além da presença simbólica: ele transforma a rotina operacional, fortalece a investigação, aprimora a ciência forense e contribui para a gestão eficiente do sistema penal, mostrando que coragem, dedicação e competência são qualidades que não têm gênero.
