Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná resultou no fechamento de uma central telefônica usada por criminosos para aplicar golpes bancários em todo o Brasil. A ação, realizada entre terça (4) e quarta-feira (5), ocorreu em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, e contou com o apoio da Polícia Científica e dos Ministérios Públicos do Rio de Janeiro e do Ceará.
De acordo com o Gaeco, o grupo se passava por funcionários de centrais de segurança bancária. Durante as ligações, os criminosos convenciam as vítimas a repassar dados pessoais e códigos de segurança, o que permitia que hackers acessassem as contas e realizassem transferências indevidas. As investigações apontaram que o esquema funcionava em uma chácara, onde sete pessoas atuavam em expediente regular, das 8h às 18h, como se estivessem em um verdadeiro call center.
A operação cumpriu 63 mandados de busca e apreensão, bloqueou 48 contas bancárias e determinou o sequestro de seis imóveis, entre eles o local onde funcionava a central. Também foram apreendidos três veículos, incluindo um de luxo, além de celulares, cartões, máquinas de pagamento e outros equipamentos eletrônicos que serão periciados.
As medidas foram realizadas no Paraná (Ponta Grossa, Curitiba e Foz do Iguaçu), Ceará (Fortaleza e Itaitinga), Rio de Janeiro (Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis, Mangaratiba e Rio de Janeiro) e São Paulo.
Segundo o Ministério Público, o grupo investigado fazia parte de uma organização criminosa envolvida em fraudes eletrônicas, lavagem de dinheiro, corrupção e tráfico de drogas. As apurações continuam para identificar outros envolvidos e dimensionar o prejuízo causado às vítimas.
