Empresário e professora são presos por suspeita de produzir imagens de nudez infantil no Paraná

Casal foi detido durante operação da Polícia Civil; investigação apura possível abuso físico e perícia em celulares pode identificar outras vítimas

Carlos Moraes
Foto: Polícía Civil/ Reprodução/ Redes Sociais

Um empresário de 54 anos, ex-apresentador de um programa de sorteios de prêmios exibido em emissoras da região de Cascavel, e uma professora foram presos preventivamente nesta quinta-feira, suspeitos de produzir e disseminar imagens de nudez infantil. Os dois responderão pelos crimes previstos nos artigos 240 e 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Segundo a delegada Jéssica Farias, a investigação também apura a possibilidade de abuso físico contra as crianças, hipótese que ainda não foi descartada. O processo tramita em segredo de Justiça.

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As investigações apontam que as imagens eram produzidas durante o horário de trabalho da professora, enquanto ela realizava a troca de fraldas de bebês. Conforme a Polícia Civil, o empresário, com quem a mulher mantinha um relacionamento, teria solicitado o envio das imagens.

O caso começou a ser investigado após denúncias de abuso sexual envolvendo o empresário serem encaminhadas à Delegacia da Mulher de Cascavel. Na ocasião, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na residência do suspeito, em Céu Azul, e em sua empresa, localizada em Cascavel. A análise do material apreendido revelou indícios de outros crimes, ampliando a investigação.

Posteriormente, um mandado de busca e apreensão também foi cumprido contra a professora. As novas provas reunidas pela investigação fundamentaram o pedido de prisão preventiva do casal, que foi localizado em suas residências durante a operação.

Os celulares dos suspeitos foram apreendidos e serão submetidos à perícia pela Polícia Civil para tentar recuperar arquivos apagados, identificar o contexto da produção das imagens e verificar a possível existência de outras vítimas.

Após serem presos, os investigados foram encaminhados à Delegacia de Matelândia e, posteriormente, transferidos para a Cadeia Pública de Medianeira, onde permanecem à disposição da Justiça.

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