
CARNAVAL PRA ELES, CAOS PRA POPULAÇÃO
Em meio à rua alagada, todos os personagens seguem em fila dentro das caixas azuis, como um bloco de Carnaval. Braços levantados, gargalhadas, samba no pé e um grito coletivo de folia, como se tudo estivesse perfeito.
Nas calçadas e cantos da cena, o povo observa e reclama. Apontam para os buracos nas ruas, o lixo acumulado boiando na água, a ausência de placas de trânsito e de faixas de pedestres. Pais indignados falam da falta de material escolar e uniformes. Pacientes cobram mais médicos.
Enquanto a população sofre com a realidade dura e diária, os personagens seguem se divertindo, cantando e festejando, alheios ao caos ao redor. A enchente vira passarela, a caixa de agua vira trio elétrico e os problemas do povo ficam submersos junto com a esperança.
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ENQUANTO ALGUNS CURTEM O PRÉ-CARNAVAL, O POVO SEGUE NA FILA DA UBS
Enquanto alguns se preocupam com o pré-Carnaval, a realidade é bem diferente para quem precisa de atendimento nas UBS da cidade. Filas quilométricas, horas de espera e a população cada vez mais sambando nas mãos de quem não está nem aí. Para uns é festa, para outros é descaso, cansaço e abandono.
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TEM GENTE QUE ERRA O CAMINHO, MAS NUNCA PERDE A VIAGEM
Tem uma figura que vive errando o destino. Desta vez, dizem que está organizando uma excursão para os Pampas. Comentários de bastidores afirmam que o mesmo pediu para não comentarem o motivo de ele não curtir o Carnaval do estado onde mora.
Questionado, respondeu com naturalidade que adora passar por Pelotas e seguir direto para a capital, onde garante que a festa é melhor. Enquanto isso, por aqui, o Carnaval segue acontecendo normalmente. Só não conta com a presença de quem prefere sempre pegar outro rumo.
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“A SOLUÇÃO É BINGO”
Uma certa figura resolveu inovar na educação pública.
Sem dinheiro para material escolar e uniformes? A resposta não vem do poder público, mas do improviso: faça bingo, faça rifa.
O direito vira favor.
A obrigação vira sugestão.
E a criança vira problema da própria família.
Gestão pública no modo “se vire”.
Menos responsabilidade, mais deboche.
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O PINÓQUIO CAIÇARA E O REI DAS CARONAS
O Pinóquio caiçara não se cansa de tentar pegar carona nas obras do Governo do Estado. Aparece em todas, posa para selfie em cada anúncio e surge sorridente sempre que uma placa é levantada. Trabalho mesmo, até agora, nada.
Enquanto as obras seguem no ritmo do governo, o personagem segue no ritmo do celular. Muito clique, muito enquadramento e zero execução. A especialidade não é obra entregue, é foto publicada.
No fim das contas, a única coisa que anda de verdade é o nariz. Cresce a cada promessa, estica a cada discurso e já virou referência turística. Porque obra própria não sai, mas a carona é garantida.
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ACHE OS SETE ERROS NA IMAGEM DO PINÓQUIO E CONCORRA A GRANDES “PRÊMIOS”
Está lançado o desafio: encontre os sete erros na imagem do Pinóquio.
Se acertar todos, você concorre a prêmios raríssimos, quase lendários:
– Uma explicação convincente sobre a famosa “mentira” do congelamento do IPTU
– A tão prometida devolução da cidade para os cidadãos
– A mágica decisão de não trazer secretários de fora
– Melhorias reais na saúde, sem discurso e sem maquiagem
– Material escolar, uniforme escolar (porque até isso anda virando artigo de luxo)
Atenção: dizem que quanto maior o nariz, mais difícil fica achar a verdade.
Boa sorte aos participantes… porque esses prêmios, até hoje, ninguém viu
