
Palco no Lugar Errado
A famosa Árvore de Crochê chegou à sua 6ª edição, virou atração, orgulho da comunidade e cenário perfeito para fotos. Mas bastou alguém ter a brilhante ideia de montar um palco bem na frente dela e pronto o espetáculo passou a ser o do improviso. A árvore continuou lá, firme, paciente, enquanto o visual foi cuidadosamente bloqueado.
Curiosamente, foi só a rádio ir até o local, ouvir o povo e fazer a reportagem que o telefone tocou. Do outro lado da linha a clássica frase “vamos resolver”. E resolveu mesmo. Coincidência ou milagre natalino antecipado.
Esse é o papel da imprensa. Mostrar o erro, dar voz à população e fazer com que o poder público enxergue o que estava bem na frente dos olhos. Mesmo quando um palco insiste em atrapalhar a vista.
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Papai Noel sequestrado no litoral: resgate em calorias
Correu rápido a notícia na cidade do litoral: Papai Noel teria sido sequestrado. Até aí, espanto geral. Mas o choque mesmo veio com o pedido de resgate. Nada de dinheiro, joias ou renas. O sequestrador exigiu 5 pizzas, 4 x-saladas e 3 milk-shakes.
A pergunta que não quer calar: para quem seria tanta comida? Para libertar o bom velhinho… ou para alimentar o próprio sequestrador antes da sobremesa?
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Faixa de pedestre entra para a lista de lendas urbanas
Na Avenida Beira Mar, atravessar a rua virou atividade investigativa. Sem faixa visível, o pedestre precisa de lupa, memória afetiva e muita fé para imaginar onde ela um dia existiu. As placas, enferrujadas e indecisas, não ajudam: ninguém sabe se indicam mão, contramão ou apenas decoração abandonada.
Enquanto isso, motoristas seguem no modo adivinhação, sem saber se errar rende multa, sinistro ou visita guiada ao museu. A tinta sumiu, as placas apodreceram e o trânsito segue firme na improvisação. Segurança viária, por aqui, parece ter sido pintada com tinta invisível.
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Dizem que no Pronto Socorro a tecnologia deu um passo para trás. A máquina de lavar industrial não lava, viaja. As roupas dos pacientes seguem em excursão para Matinhos e Paranaguá, onde a pergunta é simples e constrangedora: na sua cidade não tem máquina para lavar roupa de hospital?
Por lá, o espanto é geral. Por aqui, o silêncio é ensurdecedor. Se falta uma máquina de lavar, item básico para qualquer unidade de saúde, fica fácil imaginar como anda o resto. O improviso virou rotina, a gambiarra virou protocolo.
O ano já se foi, as promessas ficaram pelo caminho e a roupa suja segue sendo lavada fora de casa. Agora fica a reflexão. Se em 2025 nem máquina de lavar tem, imagine como será em 2026.
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Dizem que a fome de microfone fala mais alto que o mapa. Um certo deputado, em mais um momento de inspiração geográfica, resolveu agradecer ao governador do Rio Grande do Sul, com direito a “tchê”, e ao governador de Santa Catarina pela duplicação. Até aí tudo bem, não fosse um pequeno detalhe: a duplicação em questão é entre Paraná e Santa Catarina, bem longe do solo gaúcho.
Pelo visto, o bagual se perdeu no GPS político. Confundiu estados, encurtou distâncias e ainda conseguiu arrancar risadinhas até dos próprios “parceiros”. Do jeito que vai, fica a dúvida se ele sabe onde fica a nossa cidade ou se ao menos tem um calção de banho para aparecer na praia por aqui.
Como sempre, virou motivo de piadinha. Porque quando falta noção, sobra microfone.
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O MALVADEZA E O MAR DE ROSAS 🌹
O tal do “malvadeza” segue firme na missão de passar pano. Para ele, está tudo lindo, tudo certo, tudo um verdadeiro mar de rosas. Problema? Não existe. Reclamação? Invenção. Buraco? É charme urbano.
Até o dia em que o passador de pano encarar 5 horas de fila no PS, tropeçar num buraco do calçadão, procurar placa de trânsito como quem caça Pokémon raro e, Deus é mais (não é praga), quase virar alvo dos famosos patinetes e bikes elétricas que tomaram conta do calçadão.
Aí o pano cai da mão, o discurso falha e o mar de rosas vira espinheiro.
Eita, malvadeza… tome jeito kkkk
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Chororô nos bastidores e ameaça no ar
Dizem por aí que o Pinóquio foi chorar as pitangas para o seu mentor. Entre um suspiro e outro, teria falado ao “de fato” : como faço para parar essa emissora?
O mentor, confiante, respondeu que deixa com ele e que um sustinho resolve.
O Pinóquio insistiu. Precisamos parar eles. Já me chamaram até de mentiroso pelas ruas.
Enquanto isso, o rádio segue ligado e a audiência só aumenta.
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Bom final de semana e até a próxima sexta-feira!
