A vacinação contra a gripe será aberta para toda a população acima de seis meses de idade no Paraná a partir da próxima segunda-feira, 29 de junho. A ampliação foi definida pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) em conjunto com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems), que representa os 399 municípios paranaenses.
A decisão foi oficializada por meio da Deliberação nº 273/2026 da Comissão Intergestores Bipartite (CIB/PR), levando em consideração a sazonalidade do vírus influenza e os índices de vacinação alcançados entre os grupos prioritários. Cada município poderá definir suas próprias estratégias de imunização, conforme a organização da rede local de saúde.
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Segundo o secretário estadual da Saúde, César Neves, a ampliação permitirá que mais pessoas estejam protegidas durante o período de maior circulação dos vírus respiratórios. Ele reforçou, porém, a importância de que crianças, idosos, gestantes e profissionais da saúde continuem procurando a vacina, por serem mais vulneráveis às complicações da doença.
Até o momento, o Paraná recebeu e distribuiu mais de 4,2 milhões de doses e aplicou cerca de 2,26 milhões de vacinas contra a gripe. Entre os grupos prioritários, a cobertura vacinal alcançou 47,18%, índice superior à média nacional de 42,70%. A meta estabelecida é imunizar 90% do público prioritário, estimado em aproximadamente 2,96 milhões de pessoas.
As gestantes apresentam a maior cobertura vacinal no Estado, com 63,56%, seguidas pelos idosos, com 49,32%, e pelas crianças de seis meses a menores de seis anos, com 39,34%.
Dados do último Informe Epidemiológico de Vírus Respiratórios apontam que o Paraná registra 10.119 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 441 óbitos. Desses, 1.535 casos e 88 mortes foram causados pela influenza.
Além de idosos, gestantes e crianças, a campanha contempla profissionais da saúde, professores, trabalhadores da educação, povos indígenas, pessoas em situação de rua, integrantes das forças de segurança, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, portuários, pessoas com doenças crônicas ou deficiência permanente, entre outros grupos definidos pelo Ministério da Saúde.


