Começou no Litoral do Paraná a temporada de captura artesanal do caranguejo-uçá, que vai de 1º de dezembro até 14 de março. Apesar da autorização, a legislação ambiental estabelece regras rigorosas para a atividade. A Portaria permite apenas a captura de machos com carapaça superior a 7 centímetros, um centímetro a mais do que determina a legislação federal do Ibama, garantindo a preservação dos indivíduos reprodutores.
A busca pelos crustáceos deve ser totalmente artesanal, realizada com as mãos, sendo proibido o uso de ferramentas cortantes, produtos químicos ou armadilhas que possam machucar os animais ou danificar o ambiente.
Quem descumprir as normas está sujeito às penalidades previstas na Lei de Crimes Ambientais, com multas que variam de R$ 1,2 mil a R$ 50 mil, acrescidas de R$ 20 por quilo de caranguejo apreendido.
Os manguezais, habitats exclusivos do caranguejo-uçá, são essenciais para a manutenção da biodiversidade local. A espécie desempenha papel ecológico crucial ao se alimentar de folhas, que depois se transformam em nutrientes para outros organismos, e ao cavar tocas, distribuindo matéria orgânica no solo e ajudando a preservar o ecossistema.
A preservação ambiental também depende do descarte correto do lixo, já que resíduos sólidos e orgânicos jogados nas áreas de manguezal comprometem a sobrevivência do caranguejo-uçá e de outras espécies.
Manguezais limpos e bem conservados garantem que a captura seja sustentável, assegurando alimento e renda para comunidades tradicionais que dependem da atividade. O Instituto Água e Terra (IAT) realiza fiscalização para monitorar o cumprimento das regras e proteger o ecossistema.
