A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) alerta a população sobre a prevenção da doença de Chagas e o monitoramento do bicho‑barbeiro, principal transmissor da enfermidade. A doença pode evoluir silenciosamente por anos e atinge especialmente grupos vulneráveis, sendo considerada endêmica em 21 países das Américas.
No Paraná, entre 2020 e 2025, foram registradas 499 notificações de Chagas crônica, sendo 266 apenas em 2025. A maioria dos pacientes tem mais de 69 anos, mas há casos em pessoas com menos de 40 anos, evidenciando diagnósticos tardios. Já os casos agudos somaram 241 notificações entre 2021 e 2025, com apenas um em investigação atualmente.
A Sesa reforça que ao encontrar o bicho‑barbeiro, ele não deve ser esmagado; deve ser capturado com luvas ou sacola plástica e encaminhado vivo ao Posto de Informação de Triatomíneos mais próximo. Esse cuidado é essencial para avaliar se exames ou intervenções são necessários no local.
A doença apresenta duas fases: a aguda, que pode ter febre, dor de cabeça e fraqueza, e a crônica, que pode causar danos irreversíveis ao coração e ao sistema digestório. O tratamento é gratuito pelo SUS e mais eficaz quando iniciado precocemente.
A prevenção e o diagnóstico oportuno são fundamentais para reduzir complicações e garantir acompanhamento adequado, reforçando o compromisso do Paraná com a vigilância e o controle da doença de Chagas.
