Quaresma terá tilápia mais barata para os paranaenses, aponta Deral 

Preço do filé cai até 12% e favorece consumo no Paraná; ovos sobem, mas seguem abaixo de 2025

Redação Litorânea
Foto: Jonathan Campos / AEN

O início da Quaresma em 2026 traz alívio para o consumidor paranaense. Pesquisa do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, indica redução de 5% no preço do filé de tilápia no varejo em relação a janeiro de 2025. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio do IPCA, apontam queda ainda maior, de cerca de 12%.

O recuo nos preços ocorre justamente no período de maior procura por peixes, impulsionando as vendas em supermercados e peixarias. O Paraná é líder nacional na produção e exportação de tilápia e, em 2024, alcançou 250 mil toneladas, crescimento de 17% em relação às 213 mil toneladas registradas no ano anterior.

No mercado de ovos, tradicional alternativa às carnes vermelhas durante a Quaresma, houve aumento nos preços em Curitiba, influenciado pela volta às aulas e pela redução sazonal da produção nacional. Apesar da alta recente, o Deral aponta que os valores permanecem 22,4% abaixo dos praticados em 2025 e a expectativa é de estabilidade nas próximas semanas.

Na cebolicultura, a safra 2025/2026 foi encerrada com produção de 116,8 mil toneladas em 2,8 mil hectares, volume 9,5% inferior ao da temporada anterior. A região de Curitiba responde por 28,5% da produção estadual, atrás apenas de Guarapuava. O excesso de oferta nacional pressionou os preços pagos ao produtor, que ainda mantém 34,7 mil toneladas em estoque.

No setor de proteína animal, o Paraná consolidou-se como o terceiro maior exportador brasileiro de carne de peru em 2025, com crescimento de 61,7% na receita cambial e 9% no volume embarcado. Os principais destinos foram México, Chile, África do Sul, Peru e Reino Unido.

Já na pecuária leiteira, o ano começa com relação média de troca de 25,75 litros de leite por saca de milho, acima da média de 2025 (24,73 litros/saca). Apesar do indicador positivo em termos médios, algumas regiões registram preço abaixo de R$ 2,00 por litro pago ao produtor, o que impacta a rentabilidade da atividade.

Compartilhe este Artigo