Polícia Civil prende três integrantes de quadrilha especializada em roubo de cargas na BR-116

Operação em Campina Grande do Sul e Fazenda Rio Grande desarticula grupo armado especializado em ataques a caminhões

Redação Litorânea
Foto: PCPR

A Polícia Civil prendeu dois homens e uma mulher que integravam uma associação criminosa armada especializada em roubos de carga de alto valor no eixo da rodovia BR-116. A operação aconteceu nas primeiras horas desta sexta-feira (20), nas cidades de Campina Grande do Sul e Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba.

Um dos integrantes foi capturado em sua residência, onde foram apreendidos materiais que vinculam o grupo à logística dos crimes. A mulher detida fazia parte do núcleo operacional e logístico da quadrilha, enquanto o terceiro integrante teve seu mandado cumprido no sistema penitenciário, onde já se encontrava custodiado por outros delitos. Um quarto alvo da investigação foi vítima de homicídio no último sábado (14), em Piraquara.

As investigações começaram em 2024 e avançaram graças ao intercâmbio de informações entre a PCPR e a Polícia Rodoviária Federal (PRF). “O cruzamento de dados permitiu identificar o modus operandi do grupo criminoso”, afirmou o delegado Lucas Mariano.

Segundo a apuração, os integrantes agiam com extrema violência, utilizando fardamento tático, armas longas e bloqueadores de sinal (jammers) para interceptar caminhões. Em um dos casos, em Campina Grande do Sul, a quadrilha manteve um motorista refém enquanto tentava, sem sucesso, violar um compartimento blindado de carga.

O delegado explicou que os criminosos também adotavam táticas de contrainteligência, como o registro de falsos boletins de ocorrência de roubo de veículos próprios, para tentar despistar a polícia quando os automóveis eram flagrados em comboios criminosos.

Além dos ataques no Paraná, os integrantes são investigados por articular e executar diversos roubos de carga em São Paulo, especialmente no trecho da BR-116 que atravessa o Vale do Ribeira.

Com as prisões e apreensões realizadas, a PCPR segue investigando outros receptadores das cargas roubadas e potenciais novos integrantes da quadrilha.

Os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário.

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