A Polícia Civil do Paraná cumpriu oito mandados de busca e apreensão para desarticular um grupo investigado por fraude em avaliação educacional no Estado. As ações ocorreram nas cidades de Tapejara, Londrina, Maringá e Ponta Grossa.
A investigação começou após a Secretaria da Educação do Paraná identificar indícios de irregularidades na Prova Paraná Mais 2025, utilizada como critério classificatório para ingresso no ensino superior por meio do Aprova Paraná Universidades.
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As apurações indicam que sete estudantes teriam sido aprovados de forma irregular. Parte dos investigados conseguiu vagas em cursos concorridos, como Medicina, em instituições públicas, entre elas a Universidade Estadual de Londrina, Universidade Estadual de Maringá e Universidade Estadual de Ponta Grossa.
Segundo as investigações, o esquema envolvia alunos de uma escola estadual, além da suspeita de participação ou omissão de uma fiscal responsável pela aplicação da prova.
A fraude foi identificada após análise técnica que apontou desempenho fora do padrão, quando estudantes de uma mesma turma obtiveram mais de 95% de acertos nas questões objetivas, mas apresentaram rendimento inferior na redação. Também foi constatada incompatibilidade entre as notas da prova e o histórico escolar dos envolvidos.
Durante as diligências, foi apurado que dois candidatos teriam utilizado celulares de forma oculta durante a aplicação do exame para pesquisar respostas e repassá-las aos demais participantes.
As autoridades destacam que o processo segue em investigação e que medidas administrativas e legais serão adotadas. A Secretaria de Educação reforçou o compromisso com a transparência e afirmou que não haverá tolerância com condutas que comprometam a igualdade entre os estudantes.

