O canal exclusivo do Instituto Água e Terra (IAT) para denúncias de crimes ambientais alcançou a marca de 2.800 atendimentos em apenas quatro meses de funcionamento. Implantada em fevereiro, a plataforma IAT-SISGOP foi criada para concentrar e agilizar o recebimento de ocorrências relacionadas à fiscalização ambiental em todo o Paraná.
Do total de registros, cerca de 32,5% correspondem a pedidos gerais de fiscalização, sem especificação da irregularidade. Entre as denúncias identificadas, o desmatamento aparece como a principal ocorrência, com 18,8% dos casos, seguido por queimadas (2,7%) e maus-tratos a animais (2,1%).
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O sistema também recebeu denúncias envolvendo pesca e caça ilegais, uso irregular de agrotóxicos, poda de árvores, poluição hídrica, ocupação irregular e descarte inadequado de resíduos.
A criação do canal atendeu a uma demanda do IAT para direcionar as denúncias ambientais, que antes eram registradas na Ouvidoria. Em 2025, das 6.777 manifestações recebidas pelo canal, cerca de 90% tratavam de crimes ambientais praticados por terceiros e dependiam de fiscalização do Instituto.
Segundo o agente de Ouvidoria e Transparência do IAT, Sayto Gama, a nova ferramenta aprimora o atendimento à população e torna mais eficiente uma das principais atribuições do órgão: a fiscalização ambiental.
Para registrar uma denúncia, o cidadão deve acessar o site do IAT e preencher as informações da ocorrência. A plataforma também permite denúncias anônimas. O Instituto orienta que o relato seja claro, contenha o endereço completo do local e, sempre que possível, seja acompanhado de fotos, vídeos ou outros documentos que ajudem na apuração.
De acordo com o IAT, aproximadamente metade das denúncias deixa de seguir para fiscalização por falta de informações essenciais, como a localização exata da ocorrência. Além disso, cerca de 17,2% dos registros envolvem situações que não são de competência do órgão, como serviços municipais de limpeza, sendo encaminhadas às instituições responsáveis.
O Instituto reforça que denúncias bem fundamentadas são fundamentais para combater crimes contra a flora e a fauna. Em casos de desmatamento, queimadas, crimes contra a fauna e maus-tratos a animais, a população também pode acionar o Batalhão de Polícia Ambiental pelo telefone 181.


