Entre 2020 e 2021, um grupo de pesquisadores da UFPR publicou três notas técnicas apontando que a obra geraria “graves consequências ambientais, paisagísticas e financeiras do empreendimento, assim como para a qualidade de vida da população afetada, especialmente a longo prazo”.
O parecer final recomendou o “cancelamento dos procedimentos de execução da obra e novo rito de licenciamento e viabilidade ambiental”.
De acordo com os pesquisadores, a erosão que atinge a orla de Matinhos tem origem na ocupação irregular da região de areia e degradação da vegetação nativa.
“Com a retirada da vegetação primária de restinga, somada à ocupação da faixa de areia por edificações antrópicas, perdeu-se demasiadamente o equilíbrio ecossistêmico na região. Esses impactos culminam com o aumento da vulnerabilidade das áreas costeiras a ressacas”, destacava o documento.
Fonte G1 PR
