Em meio às praias do Litoral do Paraná, um refúgio de natureza preservada chama a atenção de visitantes e pesquisadores. Localizado em Matinhos, o Parque Estadual Rio da Onça é uma área de preservação da Mata Atlântica que oferece trilhas ecológicas, observação da fauna e da flora e atividades de conscientização ambiental.
A unidade de conservação fica a menos de 10 minutos de carro da região central da cidade, com acesso pela Rodovia Máximo Jamur PR-412. O parque está situado na Rua Argentina, 99, no Balneário Riviera II.
Administrado pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável, o espaço possui cerca de 1.650 hectares de Mata Atlântica preservada. A área abriga uma grande variedade de plantas típicas do litoral, como canelinha, caúna, cupiúva, jacarandá, tapiá e mangue do mato.
Um dos destaques do parque é a diversidade de bromélias. São mais de 80 espécies catalogadas, que podem ser observadas em diferentes pontos da unidade. Para valorizar essa riqueza natural, o parque conta com um espaço específico de contemplação, o Mirante das Bromélias.
A fauna também é diversa. Pesquisas de campo registraram mais de 25 espécies de répteis e 19 de anfíbios, além de mamíferos e aves que habitam a região. Entre os animais encontrados estão lagartos, tatus e a suçuaranas, também conhecida como onça-parda.
Para quem deseja explorar a área, o parque possui cinco trilhas interligadas que somam aproximadamente 1,5 quilômetro de extensão. Ao longo do percurso existem mirantes e pontos de descanso que permitem observar a paisagem e a vegetação da Mata Atlântica.
A estudante de Ciências Biológicas Mariana Guimarães, de 30 anos, aproveitou o verão no litoral para visitar a unidade de conservação. Segundo ela, o local faz parte da história de sua família. “Meus avós têm casa atrás do parque há 30 anos, então esse espaço sempre foi como um vizinho para mim. O que percebo é que a conservação melhorou muito. Recentemente ouvi um urutau pela primeira vez nessa região”, relata.
O urutau, também chamado de mãe-da-lua, é uma ave de hábitos noturnos conhecida pela capacidade de se camuflar em troncos e galhos de árvores, tornando-se quase invisível no ambiente natural.
De acordo com Saulo Ribeiro, recepcionista da unidade de conservação, é cada vez mais comum que visitantes procurem o parque interessados em aprender sobre a fauna e a flora da região. A proposta é estimular a educação ambiental e ampliar a consciência sobre a importância da preservação da Mata Atlântica.
O parque foi criado em 1981 por meio do Decreto Estadual nº 3.741. O nome faz referência ao rio que atravessa a área e à presença da onça-parda na região. Segundo relatos históricos de moradores, o nome surgiu após avistamentos frequentes do animal nas proximidades do curso d’água.
O Parque Estadual Rio da Onça funciona das 8h às 17h, seis dias por semana, com fechamento às terças-feiras. A entrada é gratuita.
Para grupos com 10 pessoas ou mais, é necessário agendamento prévio pelo telefone (41) 3453-2472. O espaço recebe visitantes interessados em trilhas, observação da natureza e atividades educativas ligadas à preservação ambiental.
