Paraná registra 64 notificações suspeitas de sarampo em 2026; um caso segue em investigação

Estado não confirma casos da doença desde 2020 e reforça que vacinação continua sendo a principal forma de prevenção, especialmente antes de viagens

Carlos Moraes
Foto: Levy Ferreira/SECOM

O Paraná notificou 64 casos suspeitos de sarampo em 2026, segundo o mais recente boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Do total, 63 ocorrências já foram descartadas e um caso permanece em investigação. O Estado não registra casos confirmados da doença desde 2020.

Apesar de o Brasil ter recuperado o status de eliminação da circulação endêmica do vírus do sarampo, concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o Ministério da Saúde alerta que ainda há risco de casos isolados, principalmente relacionados à importação do vírus por viajantes vindos de países onde a doença continua em circulação.

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O alerta ganhou reforço após o Estado de São Paulo confirmar, em 30 de junho, dois novos casos de sarampo, elevando para sete o total de registros em 2026. Em todo o Brasil, foram confirmados 38 casos da doença em 2025 e outros 23 neste ano, todos classificados como importados, o que mantém o país como área livre da circulação endêmica do vírus.

Vacinação

A vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Paraná.

O esquema vacinal recomendado é:

  • Crianças: primeira dose aos 12 meses e segunda dose aos 15 meses;
  • Jovens e adultos de até 29 anos: duas doses da vacina tríplice viral;
  • Adultos de 30 a 59 anos: uma dose da tríplice viral;
  • Profissionais da saúde: duas doses, independentemente da idade.

Sintomas

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida por secreções respiratórias eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

Os principais sintomas incluem:

  • febre alta;
  • manchas avermelhadas pelo corpo;
  • tosse;
  • coriza;
  • conjuntivite.

Como não existe tratamento específico para a doença, pessoas com sintomas devem procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação médica e evitar contato com outras pessoas até a confirmação ou descarte do diagnóstico.

Orientações para viajantes

A Secretaria da Saúde recomenda que quem pretende viajar verifique a situação vacinal pelo menos 30 dias antes do deslocamento, garantindo tempo suficiente para a imunização.

A vacinação é contraindicada para crianças menores de seis meses e pessoas imunocomprometidas. Mulheres em idade fértil também devem evitar engravidar por pelo menos um mês após receberem a vacina.

Além da imunização, medidas como a higienização frequente das mãos e a manutenção de ambientes bem ventilados ajudam a reduzir a transmissão de vírus respiratórios, incluindo o do sarampo.

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