Paraná reduz gravidez na adolescência acima da média nacional

Estado registra queda de 20,73% entre 2024 e 2025 e se destaca durante a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência

Redação Litorânea
Foto: Albari Rosa/Arquivo AEN

Durante a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, iniciada na segunda-feira (2), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) destacou o protagonismo do Paraná na redução da gestação entre jovens de 10 a 19 anos. Entre 2024 e 2025, o Estado registrou queda de 20,73% nos índices, superando a média nacional, que foi de 17,50% no mesmo período.

O resultado consolida o Paraná como líder da Região Sul e na segunda colocação do ranking nacional. Segundo a Sesa, o desempenho é reflexo de uma Rede de Atenção à Saúde estruturada e de políticas intersetoriais com alta capacidade de resolução.

Dados do Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc) apontam que o Brasil contabilizou 176.356 nascidos vivos de mães adolescentes em 2025. No Paraná, foram registrados 8.095 casos. Municípios como Cruzeiro do Iguaçu, Iguatu, Ivatuba, Munhoz de Melo e São Jorge do Ivaí zeraram o indicador. Outro destaque foi Cruzeiro do Oeste, que reduziu o índice de 20% em 2024 para 0% em 2025.

Para o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, os avanços são resultado da execução integrada de políticas públicas. “A execução coordenada de um conjunto de políticas tem garantido que o Paraná avance com segurança na redução da gravidez na adolescência, oferecendo não apenas saúde, mas perspectivas de futuro para nossos jovens”, afirmou.

Os bons resultados estão ancorados na Linha de Cuidado Materno Infantil (LCMI), que organiza a atenção à saúde de forma integrada e regionalizada, desde o planejamento reprodutivo e o pré-natal até o parto e o cuidado no puerpério. O Estado também promove o Curso de Qualificação à Assistência ao Pré-natal, voltado à identificação precoce de riscos e à articulação da rede de atenção.

Outro avanço é a ampliação do acesso a métodos contraceptivos de longa duração (LARC), como o implante subdérmico de etonogestrel, implementado conforme portarias do Ministério da Saúde em 2025. Para apoiar a estratégia, a Sesa capacitou 150 profissionais da Atenção Primária à Saúde em oficinas realizadas no segundo semestre do ano passado.

A prevenção também alcança o ambiente escolar por meio do Programa Saúde na Escola (PSE), que conta com adesão de 100% dos municípios paranaenses no ciclo 2025/2026. O programa atende mais de 5.150 escolas públicas e 1,1 milhão de estudantes, com a saúde sexual e reprodutiva entre os temas prioritários.

Além disso, o Estado garante atenção às adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, com acesso a ações educativas, orientações sobre planejamento familiar e testagem regular para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), fortalecendo a prevenção e o cuidado integral.

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