Paraná já realizou 8 aplicações de polilaminina e reforça apoio à pesquisa

Primeira aplicação em Curitiba é realizada no Hospital do Trabalhador, oferecendo esperança para pacientes com lesões medulares

Redação Litorânea
Foto: Secom

Na terça-feira (3) ocorreu a primeira aplicação da polilaminina em Curitiba, no Hospital do Trabalhador. O paciente João Luiz Miquelini, de 70 anos e morador de Colombo, sofreu uma queda em dezembro de 2025 que causou fratura na coluna e paralisia parcial. Ele é o oitavo paciente a receber o tratamento experimental no Paraná.

A polilaminina é um composto experimental brasileiro, derivado da laminina, proteína da placenta, desenvolvido para regenerar nervos após lesões na medula espinhal. O medicamento atua como um “andaime” biológico que facilita o crescimento e reconexão neural, oferecendo esperança para paraplégicos e tetraplégicos.

Apesar dos resultados promissores, ainda está em fase de pesquisa clínica e não possui aprovação final da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso amplo.

O procedimento no capital paranaense foi conduzido pelo neurocirurgião João Elias Ferreira El Sarraf, em centro cirúrgico, com sedação e anestesia local, dentro do Programa de Uso Compassivo da Anvisa. Estudos preliminares indicam que o tratamento pode permitir recuperação parcial de movimentos, especialmente quando associado a fisioterapia intensiva.

Durante a tarde, os médicos pesquisadores apresentaram a iniciativa ao governador Carlos Massa Ratinho Junior, no Palácio Iguaçu. Tatiana Coelho de Sampaio, bióloga e professora doutora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, participou da conversa, destacando a relevância científica do composto e os avanços alcançados na recuperação de pacientes com lesões graves na medula espinhal.

O apoio logístico e científico do Governo do Estado visa ampliar a aplicação da polilaminina e o treinamento de novos profissionais, garantindo que o tratamento alcance mais pacientes dentro da janela ideal de aplicação.

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