Paraná amplia banco genético com mais de 3,4 mil coletas em unidades penais

Operação integrada supera meta inicial e reforça investigações criminais com uso de DNA

Carlos Moraes
Foto: Ricardo Almeida/SESP

O Paraná concluiu na última semana uma operação integrada de coleta de perfis genéticos em unidades penais de todo o Estado. Realizada de forma simultânea nas nove regionais, a ação resultou em 3.475 coletas de material biológico de pessoas privadas de liberdade, superando a previsão inicial de cerca de 2.400.

A iniciativa fortalece o Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), ferramenta essencial para subsidiar investigações criminais, identificar autores de delitos e cruzar vestígios coletados em cenas de crime.

Segundo o secretário da Segurança Pública, Saulo Sanson, a operação representa um avanço significativo para o Estado. “A ação reforça diretamente a elucidação de crimes, tanto recentes quanto antigos, além de estruturar a capacitação contínua dos policiais penais para que a coleta passe a ser rotineira”, afirmou.

Durante a operação, as equipes atuaram de forma padronizada nas unidades prisionais, garantindo a qualidade e a rastreabilidade das amostras. Os perfis genéticos serão inseridos no banco nacional, onde passam por cruzamentos automáticos com vestígios, contribuindo para a identificação de suspeitos e a conexão entre diferentes ocorrências.

De acordo com o diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, Ciro Pimenta, a meta é ampliar o número de perfis e fortalecer o compartilhamento de informações entre os estados. “Esse trabalho é fundamental para tornar os cruzamentos mais precisos e ampliar o potencial de resolução de crimes”, destacou.

A ação foi coordenada pela Polícia Penal do Paraná e pela Polícia Científica, com apoio do Instituto de Identificação da Polícia Civil. A diretora-geral da Polícia Penal, Ananda Chalegre, explicou que a corporação é responsável pela triagem dos custodiados e pela coleta do material conforme previsto em lei, seja na entrada no sistema, em mutirões ou por determinação judicial.

A operação integra um movimento do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), que reúne Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, com foco na ampliação e qualificação da coleta de DNA no sistema prisional.

Como legado, o Estado avança na consolidação de um modelo permanente, com capacitação contínua dos servidores e a implementação da coleta de material genético como procedimento padrão no ingresso de pessoas privadas de liberdade nas unidades penais.

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