Uma tragédia familiar em Santo Antônio da Platina, no norte do Paraná, reacendeu o alerta para os riscos do cigarro eletrônico entre adolescentes. Vitor da Silva, de 16 anos, morreu após complicações graves relacionadas ao uso de vape, e seu padrasto, João Gonçalves, de 55 anos, sofreu um infarto fulminante antes mesmo de conseguir vê-lo na UTI.
Vitor passou mal no sábado (22), apresentando vômitos e dor de garganta. Ele foi levado ao Hospital Nossa Senhora da Saúde, onde exames apontaram falência renal e uma infecção grave no pulmão. Diante da gravidade, o adolescente foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Norte Pioneiro. Foi nesse momento que ele contou à mãe que vinha usando cigarro eletrônico há dois meses.
O diagnóstico final confirmou a relação direta entre o vape e a morte do jovem. No atestado de óbito, recebido pela família na quinta-feira (27), constam sepse de foco pulmonar e insuficiência respiratória aguda decorrente de tabagismo por cigarro eletrônico.
No domingo (23), o padrasto chegou ao hospital para visitar o enteado na UTI, mas passou mal ainda na recepção. “Eu só vi os médicos correndo e não entendi o motivo. Meu esposo nem chegou a ver o Vitor. Ele teve um infarto fulminante ali”, relatou Angélica, mãe do adolescente.
A dupla perda gerou grande comoção na cidade e nas redes sociais, onde mensagens de apoio e pesar se multiplicaram. O caso reforça a preocupação de profissionais de saúde com o aumento do consumo de cigarros eletrônicos entre jovens e os graves danos que o uso pode causar em pouco tempo.
