Santa Catarina registrou 1.910 pinguins-de-magalhães encontrados mortos em 2026, o maior número já contabilizado para o primeiro semestre desde o início do monitoramento em 2015. Os dados foram divulgados pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) e chamam atenção pelo aumento expressivo em relação aos anos anteriores.
A maior parte das ocorrências foi registrada no mês de junho, quando 1.796 aves mortas foram encontradas no litoral catarinense, além de 134 animais encontrados vivos. Em maio, foram 111 mortes e 24 resgates. Entre janeiro e abril, o registro foi mínimo, com apenas três mortes no total.
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Os pinguins-de-magalhães vivem em colônias na Patagônia argentina e migram em direção ao litoral brasileiro a partir de abril. Segundo pesquisadores, parte das mortes durante o percurso é considerada natural, principalmente entre animais jovens que chegam debilitados após a longa viagem.
De acordo com o coordenador do PMP-BS em Santa Catarina e Paraná, André Barreto, cerca de 90 por cento dos animais encontrados mortos são juvenis. Ele explica que muitos chegam às praias com baixo nível de gordura corporal e exaustos, quadro conhecido como síndrome do pinguim encalhado.
Apesar disso, o volume registrado neste ano está muito acima da média histórica, que costuma ficar em torno de 350 mortes no período, e ainda não tem causa definida.
Os pesquisadores investigam uma combinação de fatores, incluindo condições oceanográficas, disponibilidade de alimento, mudanças climáticas e possíveis impactos de atividades humanas na rota migratória.
As carcaças recolhidas passam por análise e necropsia sempre que possível para tentar identificar as causas das mortes. Após o fim da temporada migratória, previsto para setembro, os dados serão cruzados com informações ambientais para tentar esclarecer o aumento expressivo dos encalhes.


