Hospital Infantil realiza cirurgia inédita para corrigir deformidade craniana, no Paraná

Procedimento pioneiro reuniu, pela primeira vez, dois neurocirurgiões e dois cirurgiões plásticos em uma mesma operação no Hospital Infantil Waldemar Monastier

Carlos Moraes
Foto: SESA

O Hospital Infantil Waldemar Monastier, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, realizou nesta semana uma cirurgia de alta complexidade para correção de cranioestenose, uma malformação congênita caracterizada pelo fechamento precoce das suturas do crânio, condição que pode comprometer o desenvolvimento cerebral e causar deformidades cranianas.

O procedimento marcou um momento histórico para a unidade da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), ao reunir simultaneamente dois neurocirurgiões e dois cirurgiões plásticos em um mesmo ato cirúrgico. Ao todo, dez profissionais integraram a equipe responsável pela operação, entre médicos e especialistas da equipe multiprofissional.

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A intervenção exigiu planejamento detalhado e integração entre diferentes áreas da saúde. Diferentemente da maioria das cirurgias para correção da cranioestenose, que contam principalmente com a atuação da neurocirurgia, a participação dos cirurgiões plásticos desde o início do procedimento permitiu uma abordagem conjunta voltada à reconstrução craniana e à obtenção de melhores resultados funcionais e estéticos para o paciente.

Segundo a equipe do hospital, a atuação multidisciplinar representa um importante avanço na assistência oferecida pela instituição, proporcionando maior precisão técnica, melhor remodelamento craniofacial e benefícios que impactam diretamente a qualidade de vida da criança ao longo do crescimento.

Para o secretário de Estado da Saúde, César Neves, o fortalecimento das equipes especializadas amplia a capacidade da rede estadual de realizar procedimentos cada vez mais complexos e resolutivos.

A coordenadora do Centro Cirúrgico e da Central de Material e Esterilização (CME), Ana de Sousa Pedrozo, destacou que, embora nem todos os casos de cranioestenose exijam a atuação conjunta das especialidades, essa integração é fundamental nos casos mais complexos.

A realização da cirurgia reforça o papel do Hospital Infantil Waldemar Monastier como referência em atendimento pediátrico de média e alta complexidade. Somente neste ano, a unidade já realizou 1.198 cirurgias, com média diária de 14 procedimentos, consolidando seu compromisso com a qualificação das equipes e a ampliação da qualidade da assistência prestada às crianças e suas famílias.

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