Gírias e expressões que dão o tempero de Guaratuba

Do “de varde” ao “cê vai nego”, a cidade mistura termos locais e importados que mostram sua cultura única

Redação Litorânea
Morro do Cristo Guaratuba-Foto Reprodução

Guaratuba tem suas peculiaridades e várias gírias, algumas originárias da própria cidade e outras que foram se disseminando com o tempo. Entre as mais tradicionais estão:

  • De varde: Sem fazer nada, de folga.
  • Capaz: Usado para expressar surpresa ou descrença.
  • Djanho: Algo muito ruim, expressão de raiva.
  • Bocó: Pessoa boba.
  • Cê vai nego: “Desse jeito não vai não”.
  • Cozido: Pessoa bêbada.
  • Tocheiro: Âncora de pedra usada para segurar redes de pesca grandes.
  • Coruja: Pamonha cozida nas cinzas do fogão.
  • Jacube: Pirão de água fria, geralmente servido com peixe salgado.
  • Pano-velho: Peixe desfiado preparado com molho de tomate, pimenta e outros temperos.
  • Taramela/Tramelo: Tranca de madeira para fechar portas e janelas.

Entre expressões mais gerais estão:

  • “Daê loco!”: Oi!
  • “Ah, meu bonje!”: Ah, meu bom Jesus!
  • “Lemarde”: Grande, enorme, imensurável.
  • “Que bom se sesse!”: Que pena!
  • “Dá-lhe que eu te dou-lhe!”: Se me bater, eu te bato.
  • “Meu caneco!”: Expressão equivalente a “NOSSA!”.
  • “Vede!”: Olha!
  • “Peguei-lhe!”: Te peguei!
  • Mano/mana: Forma de se referir a amigos.
  • Pia/Piá: Garoto.
  • Guria: Garota.

Essas gírias e expressões ajudam a identificar a cultura local e dão um toque único à comunicação em Guaratuba, refletindo tanto tradições quanto influências externas.

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