Uma ação integrada da Polícia Militar do Paraná (PMPR) e da Polícia Civil do Paraná (PCPR) resultou, nesta terça-feira (26), na prisão de um homem foragido investigado por tentativa de homicídio contra um policial militar de folga. A prisão ocorreu em São Francisco do Sul, com apoio da Polícia Militar de Santa Catarina.
O crime aconteceu no dia 12 de abril, em um posto de combustíveis localizado na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), em Curitiba. Segundo as investigações, o suspeito se envolveu em um desentendimento com funcionários do estabelecimento, deixou o local e retornou minutos depois.
Na ocasião, um policial militar que estava na loja de conveniência do posto deu voz de abordagem ao homem. Conforme informações da PMPR, o suspeito reagiu efetuando disparos contra os frentistas e o policial. O militar foi atingido de raspão no pé, enquanto um funcionário do posto foi baleado na perna. Nenhuma das vítimas sofreu ferimentos graves.
De acordo com o comandante do Batalhão de Polícia de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (BPRONE), major Anderson Couto de Moraes, o suspeito conseguiu fugir mesmo após o veículo ser atingido por disparos efetuados pelo policial.
“O indivíduo abandonou o carro após uma colisão na BR-116, em São José dos Pinhais. A partir daí, os serviços de inteligência da Polícia Militar e da Polícia Civil iniciaram diligências para identificá-lo e localizá-lo”, explicou o comandante.
As investigações apontaram que o homem passou inicialmente por Pontal do Paraná antes de seguir para São Francisco do Sul, onde acabou localizado e preso. O veículo abandonado na rodovia foi fundamental para a identificação do suspeito.
Segundo o delegado Paulo Lopes, as investigações começaram com depoimentos de testemunhas e vítimas que presenciaram o ataque no posto de combustíveis. Após a identificação do suspeito, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva devido à gravidade do crime.
Ainda conforme a PCPR, o homem possui antecedentes por furto em São José dos Pinhais, crime pelo qual já foi condenado, além de responder por receptação. Para os investigadores, a ação demonstra alta periculosidade, principalmente pelos disparos efetuados em local público mesmo após a identificação de um policial militar.
