Família Cunha Pereira vende participação nas afiliadas da Globo no Paraná

Transação histórica transfere controle das tevês e rádios do GRPCom à família Lemanski; Cunha Pereira segue como sócia minoritária

Redação Litorânea
Foto: Foto: Wikimedia Commons via Plural Jornal

Conforme informações do jornalista Rogério Galindo, do Plural Jornal, a família Cunha Pereira anunciou na manhã desta sexta-feira (30) a venda da participação nas afiliadas da Rede Globo no Paraná e em rádios do grupo GRPCom.

A negociação, considerada a maior do setor de comunicação do estado em décadas, transfere o controle das oito tevês da RPC, rádio Mundo Livre e 98 FM para a família Lemanski, que já era sócia do grupo desde 1962. Os Cunha Pereira permanecem como sócios minoritários, enquanto o empresário Mariano Lemanski assume a presidência do grupo.

A RPC reúne emissoras em Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Cascavel, Guarapuava e Paranavaí, com direito de retransmitir a programação da Globo há 50 anos. A rede foi construída ao longo de décadas por Francisco Cunha Pereira Filho e Edmundo Lemanski, pais dos atuais donos do grupo, consolidando-se como uma das maiores redes de televisão do interior do Paraná.

Guilherme Cunha Pereira, que presidia o grupo até então, afirmou que a família pretende direcionar seus investimentos para outras áreas de negócios, sem detalhar quais setores serão priorizados. As famílias permanecem proprietárias da Gazeta do Povo e da Tribuna do Paraná, que não fizeram parte da negociação.

A parceria entre as famílias remonta a 1976, quando Francisco Cunha Pereira Filho e Edmundo Lemanski, proprietários da TV Paranaense, herdaram os direitos de retransmitir a programação da Rede Globo no Paraná. Até então, os programas da Globo eram exibidos pelo ex-governador Paulo Pimentel em outra emissora, a TV Iguaçu.

Conflitos de Pimentel com o então ministro da Educação, Ney Braga, resultaram na transferência do contrato para Cunha Pereira e Lemanski. A partir daí, as famílias ampliaram a rede de televisão para o interior do estado e também adquiriram o jornal Gazeta do Povo.

No início dos anos 2000, a Globo passou a exigir que as famílias comprassem 100% das afiliadas locais, sob risco de vender suas ações a outro grupo, levando à consolidação do controle privado das emissoras.

A operação marca um novo capítulo na história da comunicação paranaense, com mudanças na gestão e continuidade do legado das famílias no setor audiovisual do estado.

Fonte: Plural Jornal

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