A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou na quinta-feira (11) o início do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico Equatorial. Segundo especialistas, os efeitos no Paraná devem começar a ser sentidos a partir de julho, com previsão de chuvas acima da média até dezembro.
O monitoramento dos impactos é realizado pelo Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), que acompanha o comportamento do fenômeno e seus reflexos sobre o clima do Estado.
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De acordo com os dados analisados, a temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial já está acima da média desde maio e a tendência é de continuidade do aquecimento nos próximos meses. Esse processo altera a circulação atmosférica e influencia o regime de chuvas em diversas regiões do planeta.
Segundo o meteorologista Reinaldo Kneib, do Simepar, o El Niño ainda não impacta diretamente o Paraná, mas os efeitos devem começar a aparecer a partir do próximo mês. As projeções dos principais centros climáticos internacionais indicam precipitações acima da média mensal até o fim do ano, com maior intensidade durante a primavera.
As previsões também apontam uma chance de 63% de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, podendo figurar entre os eventos mais intensos já registrados desde o início do monitoramento histórico, em 1950.
Diante do cenário, a Defesa Civil do Paraná já intensificou ações preventivas em diversas regiões do Estado. Entre as medidas adotadas estão simulados em áreas de risco, atualização de planos de contingência, mapeamento de áreas vulneráveis e investimentos em obras de drenagem e prevenção de enchentes.
A orientação é que municípios e moradores acompanhem os boletins meteorológicos e os alertas oficiais, especialmente em áreas suscetíveis a alagamentos e deslizamentos.


