A previsão de formação do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026 já acende um forte sinal de alerta para o Litoral do Paraná e a Grande Curitiba. A combinação entre chuvas acima da média e calor intenso pode criar um cenário propício para deslizamentos, enchentes e outros desastres naturais.
De acordo com especialistas do Cemaden, há cerca de 80% de chance de o fenômeno se estabelecer ainda neste ano. Embora a intensidade ainda seja incerta, os impactos típicos do El Niño já são conhecidos e preocupantes, especialmente no Sul do Brasil.
- PUBLICIDADE -
Na prática, o fenômeno altera o padrão climático global ao aquecer as águas do Oceano Pacífico, o que interfere diretamente na circulação dos ventos e na formação de chuvas. No Sul, isso costuma significar volumes elevados de precipitação, muitas vezes concentrados em curtos períodos.
Esse tipo de chuva intensa aumenta significativamente o risco de alagamentos em áreas urbanas e de deslizamentos em regiões de encosta, realidade comum em cidades do litoral paranaense e na região metropolitana de Curitiba.
Além disso, rodovias importantes, como a BR-277, que liga Curitiba ao litoral, podem ser impactadas por quedas de barreiras, dificultando o tráfego e elevando o risco de acidentes. Em áreas urbanas, o excesso de chuva pode sobrecarregar sistemas de drenagem, provocando enxurradas e prejuízos à população.
Outro fator que agrava o cenário é o calor. O El Niño deve intensificar ainda mais as temperaturas em todo o Brasil, com ondas de calor mais frequentes e duradouras. Especialistas alertam que o problema não está apenas nos picos de temperatura, mas na persistência do calor por vários dias ou até semanas, o que aumenta os riscos à saúde.
As chamadas “noites quentes” também preocupam, já que a temperatura não cai o suficiente para o corpo se recuperar. Esse efeito é especialmente perigoso para idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
O impacto também pode ser sentido no bolso da população. O aumento do uso de ar-condicionado eleva o consumo de energia, enquanto o calor e as irregularidades nas chuvas afetam a produção agrícola, podendo encarecer alimentos.
Apesar de ainda não ser possível prever se o fenômeno será moderado ou intenso, especialistas reforçam que os efeitos já esperados exigem atenção e preparo. Para regiões como o Litoral do Paraná e a Grande Curitiba, historicamente vulneráveis a eventos extremos, o momento é de monitoramento constante e reforço nas medidas de prevenção.
Com informações do Cemaden


