Curitibanês e suas expressões típicas do dia a dia

No aniversário da cidade, conheça gírias, costumes e palavras que marcam a forma de falar dos curitibanos

Carlos Moraes
Foto: Secretaria Municipal do Meio Ambiente

Neste domingo (29), quando Curitiba completa mais um ano, uma das marcas mais curiosas da capital paranaense volta à tona, o jeito único de falar. Conhecido como “curitibanês”, o vocabulário local mistura influências culturais, sotaque próprio e expressões que muitas vezes confundem quem chega de fora.

Para ajudar visitantes e curiosos, reunimos um guia completo com as principais palavras e seus significados. Veja:

Gírias mais comuns

  • Piá: menino ou jovem
  • Guria: menina ou jovem
  • Capaz: surpresa ou negação
  • Treta: confusão ou problema
  • Baita: algo grande ou impressionante
  • Diz aí: convite para alguém falar
  • Se pá: indica dúvida ou possibilidade
  • Japona: jaqueta de inverno
  • Vina: salsicha do cachorro-quente
  • Apure: apresse-se
  • Chineque: pão doce com farofa
  • Largatear: tomar sol
  • Meu caneco: expressão de surpresa

Mini dicionário curitibano

  • Alimentadores: ônibus que ligam bairros aos terminais
  • Béra: cerveja
  • Bolacha: biscoito
  • Canaleta: faixa exclusiva de ônibus
  • Carpir: cortar mato ou “vá fazer algo útil”
  • Chachicho/Xaxixo: algo mal feito
  • Cozido: muito bêbado
  • Daí: expressão usada no início ou fim de frases
  • Djanho: muito forte
  • Dois toques: algo rápido
  • Dolangue: mentira
  • Galeto: fazer algo rápido
  • Gengibirra: refrigerante de gengibre
  • Largar os bets: desistir
  • Ligeirinho: ônibus rápido
  • Migué: desculpa ou mentira
  • Mimosa: tangerina
  • Neve: esperança de frio intenso
  • Palha: algo ruim ou mal feito
  • Penal: estojo escolar
  • Piá de prédio: garoto sem vivência “de rua”
  • Pousar: dormir na casa de alguém
  • Trincheira: túnel
  • Tubão: bebida em garrafa pet
  • Tubo: estação de ônibus
  • Volta e meia: algo frequente

Além das palavras, o comportamento também chama atenção. O curitibano costuma ser mais reservado no primeiro contato, mas é educado e cordial. O uso de diminutivos, como “cafezinho” e “chazinho”, é comum, assim como falar sobre o frio, tema frequente na cidade conhecida por muitos como a mais gelada do Brasil.

Outro destaque são os parques, considerados verdadeiros pontos de encontro e lazer, já que a cidade é uma das mais verdes do país. Com forte influência de imigrantes europeus, o vocabulário e os costumes seguem em constante transformação.

Entre expressões curiosas e hábitos próprios, o curitibanês mostra que o jeito de falar também faz parte da identidade da cidade e ajuda a contar a história de quem vive nela.

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