Caos nos Bombeiros do Paraná após incêndio em Paranaguá

Redação Litorânea
Foto: Paula Martins/QAP Litoral

O final de semana foi marcado por revolta e indignação nas redes sociais após o incêndio que destruiu o tradicional Instituto de Educação de Paranaguá. A tragédia não apenas abalou a comunidade, mas também trouxe à tona uma série de denúncias contra o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná. 

Vídeos que circulam amplamente mostram moradores desesperados em frente ao quartel, gritando por ajuda enquanto viaturas permaneciam paradas, sem atendimento imediato. Em outras imagens, a própria população aponta falhas na atuação durante o combate às chamas indicando que o foco do incêndio estaria em um local diferente daquele onde as equipes atuavam inicialmente. 

A situação gerou uma onda de críticas e acusações de despreparo, lentidão e até abandono. 

Em resposta, o coronel do 8º Grupamento de Bombeiros, Douglas Martim, explicou à nossa equipe de reportagem que a corporação possui equipamentos e viaturas novas, além de reforços disponíveis em Paranaguá. Segundo ele, o incêndio foi agravado pelo tempo de detecção: 

“Quando a primeira pessoa identificou o incêndio, a biblioteca já estava completamente tomada. O assoalho entrou em combustão e o fogo rapidamente atingiu os pavimentos superiores.” 

 Ainda de acordo com o coronel, a ausência de pessoas no local e a falta de monitoramento contribuíram para o avanço das chamas antes da chegada das equipes.  

Apesar das explicações, a crise parece ser mais profunda. Denúncias de dentro da própria corporação indicam falta de estrutura e manutenção em diversas unidades.

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