Caminhoneiro envolvido em acidente que matou família em SC morre em outro acidente

Neuci Maurilio Ribeiro Junior, de 40 anos, sofreu colisão na BR-116 em São Paulo e não resistiu; em fevereiro, ele havia se envolvido em engavetamento fatal na BR-101, em Itajaí

Carlos Moraes
Caminhoneiro envolvido em acidente que matou 3 pessoas em SC se envolve em nova colisão e morre — Foto: PRF/Divulgação

O caminhoneiro Neuci Maurilio Ribeiro Junior, de 40 anos, morreu após um acidente de trânsito na madrugada de terça-feira (31) em São Paulo. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ele colidiu na traseira de outro caminhão por volta das 2h, na BR-116. Neuci ficou preso às ferragens, foi levado a um hospital, mas não resistiu. O condutor do outro veículo sofreu apenas ferimentos leves.

O caminhoneiro já havia se envolvido em outro acidente grave, em 18 de fevereiro, na BR-101, em Itajaí. Na ocasião, um engavetamento matou três pessoas da mesma família: Camila Rios, 31 anos, Kayo Alves Soares dos Santos, 32 anos, e Cleonice Alves Bernal Pedra, 55 anos. Um menino de 10 anos, filho de Camila e Kayo, sobreviveu e se recuperou após ser internado.

Imagens divulgadas nas redes sociais e confirmadas pela Arteris Litoral Sul mostram o momento da colisão em Itajaí, em que o caminhão conduzido por Neuci atingiu e prensou outros veículos.

De acordo com Karina Alves, filha de Cleonice e irmã de Kayo, a família havia visitado o Beto Carrero e aproveitado o feriado para conhecer praias da região. “Estavam voltando hoje [quinta] para São Paulo. Ele queria sair cedo para chegar aqui em São Paulo cedo também. Mas infelizmente aconteceu isso. Meu irmão estava parado, ele estava fazendo tudo corretamente”, disse.

Investigação

A Polícia Civil de Santa Catarina abriu inquérito para apurar o engavetamento em Itajaí. No dia do acidente, o motorista chegou a prestar esclarecimento à PRF, realizou teste de bafômetro, que deu negativo, e foi liberado.

Nesta quarta-feira (1º), a PRF afirmou que, conforme perícia do local do acidente em Itajaí, “foi possível concluir que o fator determinante foi ausência de reação do condutor de V1 (carreta Scania conduzida pelo mesmo motorista que faleceu em SP)”.

O caso reacende debate sobre segurança nas rodovias e a necessidade de atenção redobrada de motoristas em trechos movimentados e próximos a veículos parados.

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