O resgate de três homens após o naufrágio de uma embarcação em uma cava na região de Campo Largo da Roseira, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, acendeu um alerta sobre os perigos presentes nesses locais. Duas vítimas morreram e uma terceira foi resgatada com vida.
Os corpos dos dois homens desaparecidos foram localizados na manhã de segunda-feira (8) por equipes especializadas do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR). As buscas haviam sido iniciadas no domingo (7), logo após o acidente.
Para localizar as vítimas, militares do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) utilizaram técnicas de mergulho com equipamento autônomo, realizando buscas no fundo da cava.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o caso reforça a necessidade de atenção em cavas e lagoas, que frequentemente são utilizadas para pesca, banho e passeios de embarcação. Apesar da aparência tranquila, esses locais escondem diversos riscos, como profundidade elevada, margens escorregadias, desníveis abruptos, água turva e fundo irregular.
De acordo com a capitã do CBMPR, Luisiana Guimarães Cavalca, muitas pessoas acabam sendo enganadas pela falsa sensação de segurança. Ela explica que as cavas podem apresentar profundidades muito maiores do que aparentam, além de baixa visibilidade e obstáculos submersos, fatores que aumentam significativamente o risco de afogamentos.
A corporação também destaca a importância do uso de coletes salva-vidas durante atividades em embarcações, caiaques, pranchas de stand up paddle e outros equipamentos flutuantes. Em situações de emergência, o equipamento pode ser decisivo para a sobrevivência até a chegada do socorro.
Outro alerta dos bombeiros é em relação ao consumo de bebidas alcoólicas antes de entrar na água. Segundo a corporação, o álcool compromete os reflexos, reduz a capacidade de reação e aumenta a exposição a acidentes e afogamentos.
Além dos riscos de afogamento, a água de muitas cavas pode não ser adequada para banho, representando também possíveis riscos à saúde dos frequentadores.
