A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) iniciou um conjunto de ações para prevenir a introdução da praga Amaranthus palmeri, conhecida como Caruru-gigante, no Estado. A planta foi identificada pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) de São Paulo em janeiro, e a confirmação ocorreu em fevereiro.
O Caruru-gigante é uma planta agressiva, com grande capacidade de competição e dispersão, e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) já instituiu o Programa Nacional de Prevenção e Controle dessa praga quarentenária.
O Paraná implementou quatro medidas principais para evitar a introdução da praga, incluindo fiscalização direta, onde propriedades e pontos de recepção de maquinários vindos de outros estados serão vistoriados para identificar a presença de plantas semelhantes. Além disso, será realizada educação sanitária com produtores, orientando sobre a necessidade de limpeza rigorosa de maquinários para evitar a dispersão de sementes.
Outra medida importante é a coleta de amostras de plantas suspeitas, que serão enviadas ao Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti (CDME) para análise laboratorial. A Adapar utiliza técnicas avançadas de biologia molecular, como a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), para identificar a praga e distinguir entre diferentes espécies do gênero Amaranthus.
A Adapar também reforça a vigilância nas divisas estaduais, com apoio operacional das equipes locais para a coleta de material e realização de testes. O objetivo é garantir que o Caruru-gigante não se propague pelo Estado, protegendo as culturas agrícolas e evitando danos econômicos.
Marcílio Martins Araújo, chefe da Divisão de Sanidade de Cultivos Agrícolas e Florestais da Adapar, alertou sobre o risco da praga, destacando sua alta capacidade de multiplicação, com uma planta fêmea podendo produzir até 1 milhão de sementes. Sua resistência a herbicidas e sua germinação escalonada dificultam o controle, tornando-a uma ameaça significativa à agricultura.
O Caruru-gigante, originário da América do Norte, foi oficialmente identificado no Brasil em 2015 e se espalhou para estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A praga já causou prejuízos significativos em várias culturas, como soja e milho, e exige monitoramento constante para evitar sua disseminação no Paraná.
