Hospital Papa Francisco é inaugurado em Pinhais e reforça a rede de saúde da RMC

Unidade de 90 leitos, construída por PPP, amplia atendimento neonatal e recebe aporte inicial de R$ 5 milhões do Estado

Redação Litorânea
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

A Região Metropolitana de Curitiba ganhou um importante reforço na saúde pública com a inauguração do Hospital e Maternidade Municipal Papa Francisco, em Pinhais, nesta segunda-feira (8). A nova unidade, voltada ao atendimento neonatal e totalmente integrada ao SUS, conta com 90 leitos, sendo 20 de UTI, e foi construída por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) de R$ 126 milhões, com parte dos recursos financiados pelo BRDE.

O Estado destinou R$ 5 milhões imediatos para o custeio inicial e garantiu aporte mensal de R$ 1,8 milhão nesta primeira fase. A entrega faz parte da expansão da rede hospitalar da RMC, que já recebeu outra unidade em Rio Branco do Sul e mantém obras em andamento em São José dos Pinhais, Colombo e três novos Ambulatórios Médicos de Especialidades.

Com 14,2 mil m², o hospital iniciou o atendimento materno-infantil e será referência também para gestantes de Piraquara. A estrutura inclui centro cirúrgico, salas obstétricas, leitos de recuperação, pronto-socorro obstétrico, ambulatório especializado e serviços de imagem como tomografia, raio-X, endoscopia e colonoscopia.

A nova unidade substitui o antigo Hospital Nossa Senhora da Luz, que não comportava expansão e obrigava pacientes de alto risco a buscar atendimento em outros municípios. Além de ampliar imediatamente a capacidade de atendimento, o projeto prevê possibilidade de expansão futura.

O Papa Francisco é o primeiro hospital municipal do Paraná construído por PPP. O consórcio Saúde Pinhais, responsável pela obra, também fará a gestão dos serviços não assistenciais por 35 anos, como recepção, nutrição, limpeza, manutenção, tecnologia e laboratório, modelo que garante metas de desempenho, maior eficiência administrativa e melhor qualidade no atendimento.

Do total investido, R$ 62 milhões foram financiados pelo BRDE, que também viabilizou, com recursos da Agência Francesa de Desenvolvimento, a contrapartida de R$ 50 milhões. Segundo a instituição, a operação foi estruturada para dar segurança ao parceiro privado e garantir capacidade de investimento ao município.

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