O projeto para implantar a fiação elétrica e de telecomunicações de forma subterrânea em Curitiba deu mais um passo nesta terça-feira (11). O prefeito Eduardo Pimentel comandou uma nova reunião de trabalho sobre a parceria público-privada (PPP) que prevê o enterramento do cabeamento na cidade.
A expectativa é que o contrato para o início dos estudos de viabilidade e modelagem da PPP com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) seja assinado até o fim do ano. O encontro contou com representantes do BNDES, da Copel, da Pars, empresa municipal responsável por concessões e PPPs, além de secretários e assessores técnicos da Secretaria de Planejamento, Finanças e Orçamento.
“Queremos avançar com consistência neste projeto, que é um desafio, é complexo, mas que vai trazer muitos benefícios para nossa cidade”, afirmou o prefeito Eduardo Pimentel.
A implantação de fiação subterrânea é considerada uma solução de cidade inteligente, pois moderniza a infraestrutura urbana, melhora a distribuição de energia e telecomunicações, reduz riscos de acidentes, vandalismo e furtos de cabos, além de diminuir os impactos de eventos climáticos e valorizar o visual urbano.
A proposta inicial prevê o enterramento de 120 quilômetros de fiação em vias pavimentadas, priorizando áreas turísticas, históricas, adensadas e com problemas de resiliência. Segundo o secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, o BNDES deve enviar nas próximas semanas a minuta do contrato. “A ideia é assinar o documento até o fim do ano, ou no início do próximo, para dar início aos estudos”, explicou.
O chefe do departamento de soluções e projetos de infraestrutura social do BNDES, Gustavo Nonato, destacou que o objetivo é unir eficiência e estética. “A intenção não é apenas enterrar a fiação, mas melhorar a rede como um todo”, disse.
De acordo com Stella Coimbra, diretora executiva da Pars, o modelo proposto será pioneiro no país. “É um desafio jurídico, regulatório e financeiro, mas o BNDES está comprometido com Curitiba. Esse formato pode ser o primeiro do Brasil”, afirmou.
