O Governo do Paraná iniciou nesta segunda-feira (10) uma ação conjunta para reconstruir escolas, creches e a Apae de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Estado, atingidas pelo tornado que devastou o município na última sexta-feira (7).
A iniciativa conta com a participação de pessoas privadas de liberdade, que integram o programa Mãos Amigas, desenvolvido pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) em parceria com a Secretaria de Estado da Segurança Pública.
Neste primeiro momento, 14 detentos, quatro da Cadeia Pública de Laranjeiras do Sul e dez da Penitenciária Estadual de Guarapuava, estão atuando na limpeza e remoção de entulhos sob supervisão da Polícia Penal. Nesta terça-feira (11), outros 16 presos da regional de Cascavel devem se somar ao trabalho.
“Vamos chegar a 30 detentos do Mãos Amigas para ajudar na limpeza dos entulhos. Queremos ser rápidos nisso para que, em breve, as crianças e adolescentes voltem para a escola”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
O secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, destacou o caráter social da medida. “É muito importante que tenhamos a reconstrução das nossas escolas públicas estaduais, ainda mais com o trabalho dos que cumprem pena no sistema prisional. Essa ação contribui para um clima de solidariedade e ajuda mútua tanto para os estudantes quanto para os apenados”, disse.
O Mãos Amigas promove a reinserção social de presos do regime semiaberto, com bom comportamento e que já cumpriram parte da pena. A cada três dias de trabalho, eles recebem um dia de redução da pena. O programa alia reintegração social à valorização dos espaços públicos, e em 2025 já realizou mais de dois mil serviços em 427 escolas estaduais.
Atualmente, os detentos atuam no Colégio Estadual Ludovica Safraider, o mais afetado pela tragédia. O ginásio da escola foi totalmente destruído e precisará ser reconstruído.
Além da força-tarefa com o uso de mão de obra prisional, o governo estadual destinou R$ 50 mil ao Colégio Estadual Ireno Alves dos Santos e R$ 25 mil ao Colégio Ludovica Safraider por meio do Fundo Rotativo, para reparos emergenciais e ações imediatas de recuperação.
Engenheiros do Fundepar e técnicos do Núcleo Regional de Educação já realizam o levantamento dos danos para viabilizar a contratação emergencial das obras, etapa que depende da conclusão da limpeza para avaliação completa das estruturas afetadas.
