Furto de cabos dispara nas rodovias do Paraná e ameaça sistemas de segurança

Crimes quadruplicaram no estado desde 2022 e já causaram prejuízo de R$ 2,5 milhões; iluminação, câmeras, painéis e equipamentos de emergência estão entre os alvos

Carlos Moraes
Foto: Arquivo/Átila Alberti/Tribuna do Paraná

O furto de cabos de energia, fibra óptica e componentes da infraestrutura das rodovias administradas pela Arteris Litoral Sul tem se tornado um problema cada vez mais grave no Paraná e em Santa Catarina. Além dos prejuízos financeiros, os crimes comprometem sistemas essenciais para a segurança viária, como iluminação, câmeras de monitoramento, painéis eletrônicos e equipamentos utilizados em situações de emergência.

No Paraná, o número de ocorrências quadruplicou entre 2022 e 2025, passando de dois para oito registros. Em Santa Catarina, o crescimento foi ainda mais expressivo, saltando de 11 para 63 casos no mesmo período. Somados, os dois estados registraram 71 furtos em 2025, maior número da série, enquanto somente no primeiro semestre de 2026 já foram contabilizadas 55 ocorrências.

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Nos últimos cinco anos, a concessionária estima prejuízo de aproximadamente R$ 2,5 milhões com a reposição de cabos, fibra óptica e outros equipamentos furtados ou danificados.

Segundo a Arteris Litoral Sul, os materiais levados fazem parte da infraestrutura responsável pelo funcionamento das rodovias. Entre os equipamentos afetados estão sistemas de iluminação, câmeras de monitoramento, painéis de mensagens variáveis, equipamentos de comunicação e a rede de fibra óptica utilizada na transmissão de dados entre as estruturas operacionais.

Os impactos são ainda maiores nos túneis, onde os furtos podem comprometer sistemas de automação, sonorização para emergências, sensores de monitoramento, ventiladores responsáveis pela renovação do ar e equipamentos de extração de fumaça. Em alguns casos, a concessionária precisa adotar restrições operacionais até que toda a estrutura seja restabelecida.

As passarelas para pedestres também estão entre os pontos mais atingidos. Conforme a empresa, mesmo após a substituição dos cabos e da iluminação, novos atos de vandalismo costumam ocorrer poucos dias depois, exigindo novas intervenções e colocando novamente em risco quem utiliza esses acessos.

Para combater o problema, a Arteris mantém monitoramento permanente por meio do Centro de Controle Operacional (CCO), realiza inspeções frequentes e instala dispositivos de proteção, como concertinas, em pontos considerados vulneráveis. Sempre que um furto é identificado, a concessionária registra boletim de ocorrência e mobiliza equipes para restabelecer os sistemas afetados no menor tempo possível.

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