A Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Organização Meteorológica Mundial (OMM), alertou nesta sexta-feira (3) que o fenômeno El Niño já apresenta sinais de intensificação e deve atingir intensidade forte até setembro.
Segundo a agência, as condições típicas do fenômeno já estão presentes no Oceano Pacífico equatorial, com previsão de fortalecimento rápido nas próximas semanas. O aumento da temperatura das águas oceânicas deve influenciar o clima em escala global, alterando padrões de chuva e temperatura em diversas regiões.
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No Paraná, meteorologistas indicam que os primeiros efeitos já devem ser percebidos a partir de julho, com tendência de chuvas acima da média mensal até dezembro.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico, associado ao enfraquecimento dos ventos alísios. Esse processo interfere na circulação de massas de ar e pode provocar eventos climáticos extremos, como secas, enchentes e ondas de calor.
O fenômeno costuma durar entre nove e 12 meses, com pico de intensidade entre novembro e janeiro, e tende a perder força no início do ano seguinte.
De acordo com a OMM, há alta confiança nos modelos climáticos que indicam aumento das temperaturas globais e maior probabilidade de eventos extremos em várias partes do mundo. Na América do Sul, os impactos incluem alterações no regime de chuvas, com reflexos diretos na agricultura, no abastecimento e em áreas urbanas.
No Paraná, a tendência é de precipitações acima da média durante o período de atuação do fenômeno, exigindo atenção para possíveis impactos em diferentes regiões do Estado.

