A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu preventivamente um homem, de 59 anos, investigado pelo crime de estupro de vulnerável praticado contra uma adolescente após oferecer falsos empregos. O suspeito foi capturado nesta quarta-feira (24), em Paranaguá, no Litoral do Estado, e a suspeita das autoridades é de que existam mais vítimas do mesmo indivíduo.
A delegada Anielen Matias orienta que possíveis novas vítimas procurem a delegacia de polícia mais próxima para registrar o boletim de ocorrência, reforçando que denúncias também podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR, ou 181, do Disque-Denúncia.
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A investigação teve início em maio deste ano, após a vítima relatar que foi atraída pelo suspeito com a promessa de prestar um serviço remunerado como segurança patrimonial. Conforme apurado, ela teria sido vítima de abuso sexual durante a prestação desse suposto serviço. Durante as diligências, os policiais civis reuniram elementos que permitiram a identificação e subsidiaram a representação pela prisão preventiva do investigado.
As apurações também indicaram que o homem possuía registros de ocorrências desde 2002 envolvendo condutas semelhantes, ou seja, oferecendo falsos empregos. Segundo a investigação, o suspeito abordava mulheres oferecendo falsas vagas ou prestação de serviços, obtendo vantagens financeiras em alguns casos e, em ao menos outras duas ocorrências confirmadas, praticando abusos sexuais.
Após a identificação do paradeiro do investigado, a equipe policial cumpriu o mandado de prisão preventiva expedido pelo Poder Judiciário e ele foi encaminhado ao sistema penitenciário.
De acordo com a delegada Anielen Matias, o indivíduo direcionava suas abordagens principalmente a mulheres jovens em situação de vulnerabilidade econômica ou em busca de colocação profissional. Inicialmente, ele estabelecia contato em locais públicos de grande circulação, apresentando-se como empresário, empregador ou representante de empresa, utilizando discursos persuasivos e, por vezes, formulários, contratos, uniformes, documentos ou outros elementos capazes de conferir aparência de legitimidade à proposta.
Após conquistar a confiança da vítima, ele a conduzia a locais isolados sob diversos pretextos falsos. A partir de então, praticava crime patrimonial solicitando dinheiro para o pagamento de supostos custos administrativos ou praticava a violência sexual após a oferta de bebida alcoólica ou outra substância incapacitante.


