NAS ONDAS DA LITORÂNEA 26 – 06

Redação Litorânea

MAIS UM PACIENTE FICOU PARA TRÁS… ATÉ QUANDO?

Parece que a viagem para Curitiba virou uma espécie de loteria. Enquanto alguns embarcam normalmente, outros descobrem na última hora que ficaram pelo caminho.

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Segundo relatos, mais um paciente teria sido esquecido ou simplesmente não apareceu na lista de transporte para consulta médica.

Aí surge a dúvida que circula entre a população: falta organização? Falta atenção? Falta gestão? Ou está sobrando improviso?

Enquanto isso, lá pelas bandas do famoso “puxadinho”, toda semana tem quem faça questão de ler a relação dos pacientes transportados, os quilômetros rodados e os números da semana.

Só esqueceram de incluir uma lista que também interessa à população: a dos pacientes que ficaram para trás.

Porque, para quem perdeu a consulta, pouco importa quantos foram levados. O que importa é saber por que ele não foi.

Como diz o povo: “Quem ficou sem atendimento não aparece no relatório, mas aparece na fila de reclamações.”

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A DANÇA DAS CADEIRAS CONTINUA…

Mal deu tempo de esquentar a cadeira e a diretora do Pronto Socorro já deixou o cargo.

A nomeação, que há poucos meses foi apresentada como uma grande escolha da administração, agora entra para mais um capítulo da famosa “dança das cadeiras” da gestão municipal.

E os rumores já circulam pelos corredores: o próximo ocupante do cargo poderia vir de outra cidade.

Curioso é que, durante a campanha, o discurso era de que era preciso “devolver Guaratuba para os guaratubanos”. Pelo visto, na hora de ocupar alguns cargos importantes, a conversa parece ser outra.

A dúvida que fica é simples: será que entre tantos servidores de carreira, profissionais experientes e gente que conhece a realidade da cidade, não existe ninguém capacitado para assumir a função?

Enquanto isso, o cidadão acompanha mais uma troca de comando e torce para que, pelo menos desta vez, a cadeira fique ocupada por mais tempo do que a placa na porta.

Como diz o povo: “Tem cadeira girando mais rápido que ventilador no verão.”

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A LENDA DO PUXADINHO

Era uma vez um prédio onde funcionava um famoso “puxadinho”. Dizem que, por lá, quase tudo terminava da mesma forma: com elogios, aplausos e muitos parabéns.

Parabéns para cá. Parabéns para lá. Parabéns pela reunião. Parabéns pela visita. Parabéns pela troca de uma lâmpada. Parabéns pela pintura do meio-fio.

Enquanto isso, o povo seguia reclamando de buracos, saúde, obras atrasadas e outros problemas do dia a dia. Mas, dentro do puxadinho encantado, parecia que tudo estava às mil maravilhas.

Toda semana tinha alguém lendo relatórios, fazendo discursos e garantindo que estava tudo funcionando perfeitamente. E se alguém ousasse discordar, logo aparecia outro para distribuir mais alguns parabéns.

Entre diárias, homenagens, discursos e fofocas de corredor, o puxadinho seguia firme, vivendo numa realidade paralela onde quase tudo era motivo de comemoração.

A pergunta que não quer calar é: alguém sabe onde fica esse tal puxadinho?

Porque, pelo jeito, lá a cidade é bem diferente daquela que o povo encontra quando sai na rua.

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CONTRATO DE R$ 262 MIL AGORA TEM CAPÍTULO NO MINISTÉRIO PÚBLICO

O contrato de R$ 262,5 mil da Assistência Social de Guaratuba, que já vinha dando o que falar, agora será analisado pelo Ministério Público.

A Promotoria quer entender melhor como ocorreu a contratação, como os serviços foram executados e se os valores pagos estão de acordo com o mercado.

Tem pergunta para todo lado: quem fez o quê, quanto foi feito, quem teve acesso aos sistemas e se tudo aconteceu da forma prevista no contrato.

Enquanto os documentos são reunidos, a população acompanha mais um episódio da série “Vamos Explicar Depois”.

Por enquanto, tudo está sendo investigado e não há conclusão sobre irregularidades. Mas uma coisa é certa: quando um contrato de R$ 262 mil vira assunto do Ministério Público, dificilmente passa despercebido.

Como diz o povo: “Quando a papelada é grande, a curiosidade do contribuinte também é.”

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O SERTANEJO MAIS CARO DO LITORAL?

A dupla Munhoz e Mariano cantou em Guaratuba por R$ 280 mil.

Seis dias depois, a mesma dupla cantou em Quilombo (SC) por R$ 183 mil.

A diferença? Apenas R$ 97 mil.

Agora o Ministério Público quer entender o que aconteceu nesse intervalo de seis dias. Será que os cantores vieram com combustível premium? Cordas de ouro no violão? Ou o palco de Guaratuba tinha ar-condicionado exclusivo para o cachê?

Brincadeiras à parte, é justamente essa diferença que está sendo investigada.

Enquanto os documentos são analisados, a população faz a conta na calculadora e tenta descobrir onde foi parar quase cem mil reais de diferença entre um show e outro.

Como diz o povo: “O show acabou, mas a conta continua tocando.”

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