Diagnóstico precoce é a principal arma contra o Melanoma

Campanha Junho Preto reforça a importância da prevenção, do acompanhamento médico e da atenção aos sinais suspeitos na pele

Carlos Moraes
Foto: SESA

Uma pinta que muda de tamanho, uma mancha que escurece ou uma lesão que não cicatriza podem ser os primeiros sinais do Melanoma. Durante o Junho Preto, mês dedicado à conscientização sobre a doença, a Secretaria de Estado da Saúde reforça o alerta: o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura.

Embora represente uma parcela menor entre os cânceres de pele, o melanoma é o mais letal, devido ao seu alto potencial de disseminação para outros órgãos quando não identificado e tratado rapidamente. Por isso, a atenção a qualquer alteração na pele deve ser constante ao longo do ano, inclusive no inverno.

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No Paraná, dados do Sistema de Informações Hospitalares indicam a realização de 2.498 procedimentos relacionados ao melanoma maligno entre 2024 e abril de 2026. Entre os principais estão cirurgias de retirada de lesões, reconstruções da pele e tratamentos oncológicos em diferentes estágios da doença, evidenciando a estrutura da rede pública de saúde no atendimento aos pacientes.

Segundo o secretário estadual da Saúde, César Neves, o maior desafio ainda é ampliar a prevenção e incentivar o diagnóstico precoce, que aumentam significativamente as chances de cura. Ele reforça que a exposição ao sol deve ser evitada de forma excessiva durante todo o ano, não apenas no verão.

A dermatologista Priscila de Cássia Francisco destaca que pessoas que já tiveram melanoma precisam de acompanhamento contínuo, pois apresentam maior risco de desenvolver novas lesões. Exames como dermatoscopia e mapeamento corporal digital auxiliam na detecção precoce de alterações suspeitas.

O tratamento depende do estágio da doença e pode envolver desde procedimentos cirúrgicos simples até acompanhamento oncológico especializado. Quando identificado precocemente, o melanoma apresenta melhores taxas de cura e tratamentos menos complexos.

Entre os principais fatores de risco estão predisposição genética, histórico familiar e exposição solar acumulada. Por isso, o uso diário de protetor solar, a observação de mudanças na pele e a busca por avaliação médica diante de qualquer sinal suspeito são medidas essenciais de prevenção.

O Junho Preto reforça, assim, uma mensagem direta: conhecer os sinais do melanoma e buscar atendimento precoce pode fazer a diferença entre um tratamento complexo e uma chance muito maior de cura.

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