Ponte de Guaratuba impulsiona mobilidade com mais de 7 mil passagens de ciclistas em um mês

Bia Borges
Foto: Felipe Henschel/Arquivo AEN

A consolidação da Ponte de Guaratuba como o principal vetor de desenvolvimento e integração do Litoral paranaense vai além do tráfego rodoviário tradicional. O novo corredor logístico e turístico do Estado do Paraná consolidou-se também como um pilar para a mobilidade sustentável. Dados do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) revelam que a estrutura registrou 7.375 passagens de bicicletas nos 30 primeiros dias de operação da ponte.

O volume reflete o impacto imediato da infraestrutura projetada para abrigar múltiplos meios de transporte. Ao contrário do antigo sistema de ferry-boat, que impunha restrições de horários, custos e riscos climáticos aos ciclistas, a ponte disponibiliza uma ciclovia de sentido duplo, segura e dotada de barreiras de proteção rígidas que protegem contra o tráfego de veículos pesados.

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O monitoramento de tráfego mostrou que muitos ciclistas fazem o trajeto de ida e volta diariamente. Do total de passagens que as câmeras e sensores de contagem automatizada registraram, o sentido Guaratuba para Matinhos concentrou a maior fatia da demanda, com mais da metade dos deslocamentos: 60,7% do fluxo. No sentido oposto, de Matinhos para Guaratuba, a porcentagem foi de 39,3%.

Essa movimentação reflete a importância estratégica da obra, de acordo com o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Fernando Furiatti: “A Ponte da Vitória é um símbolo da modernização logística do Paraná, que, unida à eficiência técnica, traz um impacto positivo direto na vida dos cidadãos”, afirma.

As estatísticas comprovam que a bicicleta é um meio de transporte regular e viável para o trabalhador litorâneo, validando a premissa de engenharia adotada na obra: construir para as pessoas, não apenas para veículos.

Alexandre Castro Fernandes, diretor de Operações do DER/PR, reforça essa visão. “A concepção da Ponte de Guaratuba atendeu a uma premissa moderna de engenharia civil: construir não apenas para carros e caminhões, mas para as pessoas. O volume expressivo de ciclistas chancela que investir em faixas exclusivas e seguras estimula o uso do transporte limpo, gera saúde e retira veículos poluentes das vias urbanas”, diz.

Esse compromisso com a mobilidade urbana reflete-se na prática diária dos usuários, como o ciclista Emanuel Gomes Alves, de 19 anos. Morador de Guaratuba, o vendedor utiliza a ponte tanto para trabalho quanto para lazer e nota a diferença: “Mudou muito, pois agora é bem mais rápido atravessar de bicicleta. Sinceramente, eu quase não fazia a travessia com o ferry, pois era complicado”, afirma.

O impacto positivo estende-se a outros perfis profissionais, como o de Priscila Poli, designer de interiores. “A ponte otimizou minha rotina de atendimentos nos balneários. O que antes exigia um dia inteiro, hoje é solucionado em poucos minutos, tornando o trabalho mais eficiente e permitindo mais tempo com a minha família”.

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