‘Degrau’ surge em faixa de areia dois meses após praia de SC passar pelo 4º alargamento em 27 anos

Parecer técnico detalhou o que causou a erosão observada por banhistas em Balneário Piçarras. Projeto de alargamento foi orçado em R$ 38,28 milhões, segundo a prefeitura

Carlos Moraes
Praia de Balneário Piçarras apresenta erosão dois meses após megaobra de alargamento — Foto: NSC TV/Reprodução

Um trecho da praia de Balneário Piçarras, no Norte de Santa Catarina, apresentou erosão apenas dois meses após a conclusão da quarta obra de alargamento da faixa de areia em 27 anos. O fenômeno resultou na formação de um grande “degrau” na orla, identificado por técnicos como uma escarpa erosiva.

Segundo parecer da empresa responsável pelo monitoramento da obra, a erosão foi causada pela combinação de ressacas, frentes frias e marés de sizígia, comuns nos meses de outono e inverno. Esses fatores intensificam a remoção de sedimentos da praia e favorecem a formação dessas estruturas.

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Os especialistas afirmam que esse comportamento é esperado após obras de alimentação artificial de praias, pois a faixa de areia inicialmente fica mais elevada que sua configuração natural. Com o tempo, as ondas redistribuem os sedimentos até que a praia atinja um novo equilíbrio.

O documento também alerta para riscos à segurança dos banhistas, recomendando que as pessoas não permaneçam próximas à base nem à borda da escarpa, devido à possibilidade de desmoronamentos e soterramentos. A prefeitura informou que continuará monitorando a área para acompanhar a evolução do processo e avaliar possíveis medidas.

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