Juiz é encontrado morto em apartamento e causa comoção no meio jurídico, no Paraná

Antonio Evangelista de Souza Netto, diretor do Fórum de Francisco Beltrão e ex-prefeito interino da cidade, foi localizado sem vida na madrugada deste domingo (14); Polícia Civil investiga o caso

Carlos Moraes
O juiz Antônio Netto chegou a ser prefeito interino de Beltrão (Foto: Reprodução/ Redes sociais)

O município de Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, está de luto após a morte do juiz Antonio Evangelista de Souza Netto, de 45 anos. Ele foi encontrado morto em seu apartamento durante a madrugada de domingo (14), em uma ocorrência que mobilizou a Polícia Militar, o Samu e o Corpo de Bombeiros.

Segundo o registro da ocorrência, as equipes foram acionadas por volta de 0h25 para atender uma situação envolvendo disparo de arma de fogo com vítima. Ao chegarem ao local, constataram que a vítima era o magistrado. O Samu e o Corpo de Bombeiros estiveram no apartamento, mas apenas puderam confirmar o óbito.

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A Polícia Civil vai investigar as circunstâncias que levaram à morte do juiz. Até o momento, não há informações oficiais sobre o que teria ocorrido.

Antonio Netto era diretor do Fórum de Francisco Beltrão e atuava há pouco mais de 10 anos na região Sudoeste do Paraná. Em 2024, chegou a assumir interinamente a Prefeitura do município por nove dias, durante licença do prefeito Cleber Fontana, ocasião em que recebeu homenagem da Câmara de Vereadores.

De origem paulista, o magistrado também era professor da Escola da Magistratura do Paraná (Emap) e de outras instituições de ensino, possuindo três pós-doutorados. Sua atuação era reconhecida no meio jurídico pela dedicação à magistratura e ao ensino.

A morte do juiz provocou forte repercussão no meio jurídico. A Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) divulgaram notas de pesar, destacando sua trajetória e contribuição ao Poder Judiciário.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) também lamentou o falecimento e informou que Antonio Netto deixa duas filhas e a companheira. A Corte lembrou ainda sua atuação como juiz auxiliar temporário na Segunda Seção, com passagem pelo gabinete da ministra Isabel Gallotti entre novembro de 2025 e junho de 2026.

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