NAS ONDAS DA LITORANEA 12 – 06

Redação Litorânea

SECRETARIA DA ZELADORIA: “A REVOLUÇÃO DA ROÇADEIRA”

Parabéns aos gênios da administração pública!

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Depois de séculos de evolução da humanidade, da invenção da roda, da eletricidade e da internet, finalmente surgiu a grande inovação do século:

A Secretaria da Zeladoria.

A proposta parece simples: criar uma estrutura inteira para fazer aquilo que a população acredita que a Prefeitura já deveria fazer normalmente.

Enquanto isso, moradores observam o mato crescendo em diversos pontos da cidade e começam a fazer uma pergunta incômoda:

Se a principal função é cuidar da limpeza e da manutenção urbana, não seria mais simples contratar uma empresa especializada para executar o serviço?

Afinal, uma secretaria significa secretário, cargos, estrutura administrativa, veículos, despesas e mais dinheiro público envolvido.

E tudo isso para quê?

Segundo os críticos, a única coisa realmente visível até agora é a roçada de algumas esquinas.

O restante da cidade continua disputando espaço com o mato.

Mas calma.

Talvez seja apenas uma questão de tempo.

Quem sabe, na próxima inovação administrativa, seja criada também a Secretaria Especial da Capina da Beira da Calçada.

Porque uma coisa é certa:

A criatividade para criar cargos parece crescer mais rápido que o mato.

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O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO DAS CADEIRAS

O eleitor vai às urnas, escolhe um vereador para fiscalizar o prefeito e representar a população.

Aí passa um tempinho…

O vereador vira secretário.

O suplente vira vereador.

Às vezes, até o segundo suplente entra na história.

E o eleitor fica tentando entender em qual capítulo da novela seu voto mudou de endereço.

Tudo dentro da lei, é claro.

Mas a matemática política é curiosa: um vereador sai da Câmara, ganha uma secretaria, abre espaço para um suplente e, de repente, quem deveria fiscalizar o governo passa a fazer parte dele.

Enquanto isso, surgem novas estruturas, novos cargos, novas secretarias e novas despesas.

E o contribuinte acompanha tudo com a mesma dúvida de sempre:

Será que votei para ele ser vereador ou para trocar de crachá depois da eleição?

No fim das contas, tem gente que ganha cargo, tem gente que ganha salário maior, tem gente que ganha cadeira na Câmara…

E quem continua pagando a conta já é conhecido de todos.

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A CADEIRA JÁ TROCOU DE DONO MAIS DE UMA VEZ

A novela do retorno do ex-vereador André Guilherme Montemezzo ganhou mais um capítulo, mas o resultado continua o mesmo: a Justiça negou novamente o pedido de retorno ao cargo.

O detalhe curioso é que a cadeira já mudou de ocupante durante esse período.

Primeiro veio a suplente. Depois, com novas movimentações políticas, quem passou a exercer o mandato foi o suplente da suplente.

Ou seja, a situação já avançou tanto que a discussão deixou de ser sobre quem saiu e passou a ser sobre quem está ocupando a vaga atualmente.

Enquanto isso, André continua tentando reverter a situação na Justiça, mas as decisões seguem mantendo os efeitos da perda do mandato.

Nos bastidores, já tem quem diga que essa cadeira está parecendo ponto de conexão de ônibus: entra um, sai outro, muda o passageiro, mas o ex-titular continua aguardando no terminal.

Por enquanto, a única certeza é que o mandato continua sendo exercido por outro parlamentar e que os próximos capítulos da novela seguem dependendo das decisões judiciais.

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ERA TUDO CULPA DOS SERVIDORES… ATÉ O PORTAL DA TRANSPARÊNCIA APARECER

Dizem que a explicação era simples.

Quando perguntaram sobre a contratação que hoje é questionada na Justiça, a resposta teria sido algo parecido com:

“Eu não acompanhava porque o setor era formado por servidores que sabiam o que faziam.”

Parecia uma defesa perfeita.

O problema é que o Portal da Transparência resolveu participar da conversa.

E lá estava a informação de que a chefia do setor responsável era ocupada por um cargo comissionado, indicado pela própria Presidência.

A partir daí, a narrativa ficou parecida com alguém dizendo que não conhece o motorista de um carro que ele mesmo escolheu, contratou e entregou a chave.

Agora o assunto segue na Justiça, que vai decidir sobre a validade do concurso e as responsabilidades de cada envolvido.

Enquanto isso, os curiosos acompanham mais um capítulo da novela administrativa onde, aparentemente, a memória dos fatos e os registros oficiais resolveram contar versões diferentes da mesma história.

E como sempre acontece nesses casos, o Portal da Transparência acabou sendo menos transparente para alguns do que deveria.

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PRESIDENTE OU ESTAGIÁRIO DE LUXO?

Nos corredores da cidade, a lenda do momento é a de um presidente que, segundo os fofoqueiros de plantão, faz mais viagens a uma secretaria do que o carro do cafezinho.

Dizem as más línguas que o roteiro é sempre o mesmo: entra, sai, volta, entra de novo e, quando alguém pergunta alguma coisa, responde:

“Vou consultar o pessoal.”

Enquanto isso, a internet segue trabalhando em ritmo acelerado e já criou uma teoria digna de série de televisão: haveria um misterioso “presidente de fato” que daria as orientações, enquanto o outro apenas executaria a missão.

É verdade? É mentira? É exagero de rede social?

Ninguém sabe.

O que se sabe é que, quando uma história começa com “dizem por aí”, termina sempre com alguém perguntando:

“Quem manda mesmo?”

E assim segue a novela dos bastidores, onde a internet escreve o roteiro, o povo assiste aos capítulos e a realidade tenta acompanhar a trama.

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