Paraná se destaca no Brasil em doação e transplante de órgãos, aponta relatório nacional

Estado tem a segunda maior taxa de doadores do país e um dos menores índices de recusa familiar, segundo dados da ABTO

Carlos Moraes
Foto: Luiza Yasumoto/Hospital Pequeno Príncipe

O Paraná voltou a se destacar nacionalmente em doação e transplante de órgãos, conforme os dados de 2025 do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), divulgado pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

De acordo com o relatório, o Estado registrou uma taxa de 38,9 doadores por milhão de população (pmp), o segundo melhor índice do país. A média nacional é de 20,3 pmp. O Paraná também apresentou um dos menores índices de recusa familiar para doação de órgãos, com 33%, enquanto a média brasileira chega a 45%.

Em 2025, foram realizados 2.255 transplantes no Paraná, entre órgãos e tecidos. Os números incluem 460 transplantes de rim, 293 de fígado, 31 de coração, 1.066 de córnea e 405 de medula óssea.

Segundo o secretário estadual da Saúde, César Neves, os resultados refletem os investimentos em estrutura, logística e capacitação profissional realizados pelo Governo do Estado.

Outro destaque é a estrutura do Sistema Estadual de Transplantes, que conta atualmente com 108 hospitais notificantes, 37 equipes transplantadoras de órgãos e 84 equipes especializadas em transplantes de tecidos, envolvendo cerca de 700 profissionais especializados.

A logística também tem papel fundamental no processo. Em 2025, aeronaves da Divisão de Transporte Aéreo (DTA) da Casa Militar do Paraná realizaram 126 missões aéreas para transporte de órgãos, somando 367 horas de voo. Somente em 2026, já foram contabilizadas 47 missões.

O relatório também destacou a referência do Paraná em transplantes pediátricos. Dos 60 transplantes cardíacos infantis realizados no Brasil em 2025, 12 ocorreram no Estado. Já nos transplantes hepáticos pediátricos, o Paraná registrou 27 procedimentos. Grande parte deles foi realizada pelo Hospital Pequeno Príncipe, referência nacional em alta complexidade pediátrica.

A coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes, Juliana Ribeiro Giugni, ressaltou que os resultados são fruto do trabalho integrado entre hospitais, equipes médicas, laboratórios e organizações de procura de órgãos, além do fortalecimento da cultura de doação no Estado.

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