Menina sofre choque anafilático após irmão confundir cobra-coral com minhoca em Santa Catarina

Criança de 4 anos foi picada dentro de casa, em Itajaí, e precisou passar por internação após sofrer três choques anafiláticos durante o tratamento

Carlos Moraes
Foto: Arquivo pessoal

Uma menina de 4 anos precisou ser internada após ser picada por uma cobra-coral verdadeira dentro de casa, em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. O caso aconteceu no dia 25 de abril e a criança levou cerca de 10 dias para se recuperar totalmente, entre internação hospitalar e tratamento em casa.

Segundo relato da mãe, o irmão mais velho encontrou a serpente enquanto os gatos brincavam com o animal no quintal e acreditou que fosse uma minhoca. A cobra foi levada para dentro da residência e colocada sobre as pernas da menina, que acabou sendo picada no calcanhar ao se assustar.

A família saiu imediatamente em busca de atendimento médico. O pai conseguiu capturar a serpente e levá-la junto ao hospital, o que ajudou na identificação do animal e no início rápido do tratamento com soro antiofídico.

Durante a aplicação do antídoto, a menina sofreu três choques anafiláticos, reação alérgica grave que pode causar falta de ar, inchaço e risco de morte. Conforme a mãe, a criança precisou receber adrenalina e medicamentos antialérgicos durante as crises.

Ela permaneceu três dias internada e depois seguiu em recuperação em casa até retomar a rotina normal.

Especialistas alertam que a cobra-coral verdadeira possui um dos venenos mais potentes do país, com ação neurotóxica. Em casos de picada, a recomendação é lavar o local com água e sabão e procurar atendimento médico imediatamente, sem realizar torniquetes ou cortes na região atingida.

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